Ano: 2015

Rótulos

rotulo

Fiz ótimos amigos na UFF. Divergências à parte, formamos um grupo bastante unido. Sempre nos reunimos em aniversários, datas comemorativas, happy hours e no final de ano, quando participamos de um amigo oculto.

Eu nunca gostei muito de escolher os presentes que queria receber. Mas dessa vez acabei optando por listar uma série de livros que me interessavam. Ganhei de presente o livro “O Estado Empreendedor”, de Mariana Mazzucato. Logo começaram as provocações: “seu comunista” foi a principal delas. Rótulos, sempre eles. E essa mania que as pessoas têm, de imaginar que eventuais características de um grupo são inerentes a todos seus participantes.

Todos já generalizamos. E erramos.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Estilo de Vida, Política

O setor privado

(por Guilherme Santos Mello*, em sua página do Facebook)

Professor do Instituto de Economia da Unicamp e da Facamp

Fonte: IP3

Fonte: IP3 (A TetraTech Company)

 “Dizem que o Brasil está vivendo uma crise política e “moral”. Para alguns, uma crise decorrente da forma que o PT decidiu governar o país, na base da corrupção e do toma-lá-dá-cá. Por que isso não existia antes, foi uma decisão do PT corromper o Estado Brasileiro e fazer com que político, empresários e banqueiros virassem bandidos.

O mais curioso, no entanto, é que tem mais empresário, advogado, banqueiro, consultor, etc… do que político envolvido na história. Os principais empreiteiros do país estão na cadeia. Um dos principais banqueiros do país está na cadeia. As principais empresas automobilísticas instaladas no país estão sendo investigadas suspeitas de corrupção (na Zelotes). A principal mineradora do país está envolvida em um crime de proporções bíblicas, provavelmente ligado a corrupção. Os principais bancos e a principal empresa de comunicação do país está sendo investigada por sonegação fiscal e compra de acordos no CARF. Bancos e fundos de investimento são suspeitos de manipulação criminosa da taxa de câmbio, fato já visto ao redor do mundo.

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Categoria(s): Links externos, Outros autores, Política

Um guia para leigos (parte 2): Eduardo Cunha

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Dando continuidade à proposta do último texto (Um gua para leigos – parte 1), pretendo tentar trazer para vocês as raízes históricas e políticas de nosso país que culminaram na chegada de Eduardo Cunha à presidência da Câmara. De antemão, peço desculpas aos amigos historiadores por eventuais erros e omissões.

Para que se compreenda qualquer contexto num cenário mundial, seria necessário voltar alguns anos na história. Poderia analisar a partir da chegada da Corte de Portugal ao Brasil, a partir da Velha República ou a partir da Era Vargas, mas começarei a análise a partir dos tempos da ditadura militar. No contexto mundial, deixarei meus interlocutores situados sobre alguns aspectos do cristianismo no mundo.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Política, Sociologia

Um guia para leigos (parte 1): PT e PSDB

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As opiniões políticas que emito neste espaço, geralmente, acabam sendo lidas por pessoas com uma orientação política mais próxima à minha (que costumam seguir meu blog), assim como as publicações no Face são “filtradas” de acordo com o que cada um está acostumado a ler/curtir. Neste momento, no entanto, pretendo tentar trazer para vocês as raízes histórico-políticas de nosso país que culminaram na chegada de PT e PSDB ao poder e na rivalidade entre os dois partidos. De antemão, peço desculpas aos amigos historiadores por eventuais erros e omissões.

Para que se compreenda qualquer contexto num cenário mundial, seria necessário voltar alguns anos na história. Poderia analisar a partir da chegada da Corte de Portugal ao Brasil, a partir da Velha República ou a partir da Era Vargas, mas começarei a análise a partir dos tempos da ditadura militar…

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Política, Sociologia

Verdades e mentiras sobre a Previdência Social

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A Seguridade Social, conquista adquirida com a Constituição de 88, abrange não só a Previdência mas também a Saúde Pública e a Assistência Social, e tem por intuito alcançar uma sociedade livre, justa e solidária, por meio de sistemas como o SUS, SUAS, Susan e FAT.

Um dos dos principais questionamentos em relação à Seguridade Social é que esta seria cara demais, sobretudo por conta da Previdência. De fato, quando se pensa que é muito comum que diversos contribuintes trabalhem por aproximadamente 30 anos, recolhendo 11% de seus salários para o INSS, e que uma quantidade significativa vive por mais aproximadamente 20 anos após a aposentadoria, não é infundada a análise de que a conta, se não fecha hoje, tende a não fechar no futuro, uma vez que o Brasil vem passando por uma transição demográfica caracterizada pelo envelhecimento da população.

Um dos pontos mais recorrentes na grande mídia é a discussão acerca do “déficit da previdência”: afirma-se que, hoje, o orçamento previdenciário estaria negativo, ou seja, os gastos da previdência superariam as receitas. Não se comenta, no entanto, a incompletude deste argumento.

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Serviços Públicos

O debate pela esquerda e pela direita: o que é mais relevante?

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A discussão política muitas vezes se prende apenas ao debate entre os que defendem o seu ponto de vista com orientação mais à direita e os que o defendem com uma orientação mais à esquerda. O mais comum de se ouvir, nos dias atuais, são as ofensas de um lado ao outro (e vice-versa).

Outras vezes, no entanto, uma mesma pauta é criticada por ambos os “lados”, com argumentos diferentes. E talvez esta seja uma das melhores maneiras de analisar as distintas correntes e assumir um posicionamento baseado na razão, e não na emoção e no “efeito papagaio”.

Como sabemos, o governo adota medidas de ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas. Entre estas medidas, a correção de algumas distorções no seguro-desemprego/pensão e, o pior de tudo, cortes no orçamento, inclusive em setores fundamentais como educação e saúde. É consensual que havia a necessidade de alguns ajustes, mas os cortes já afetam negativamente o desempenho econômico e apenas os petistas conseguem defendê-los no momento.

Há poucas críticas sobre a real necessidade do ajuste em tempos de crise e de queda dos preços das commodities. As críticas que surgem referem-se à maneira como o ajuste tem sido feito. Pela “direita”, defende-se que o grande problema do binômio arrecadação-gastos é o inchaço da máquina pública brasileira e que a solução se daria por meio da redução de ministérios e cargos comissionados. Pela “esquerda”, defende-se que a estrutura tributária brasileira é desigual e que os gastos devem ser mantidos por meio do aumento da arrecadação através de impostos sobre patrimônio, renda e mercados financeiros.

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Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Serviços Públicos

As óticas por trás da desindustrialização brasileira

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A discussão sobre livros, filmes e músicas se difere bastante da discussão de temas econômicos. Você pode gostar ou não de um filme. Você pode gostar de ouvir rock ou sertanejo. Pode gostar de um ritmo e desgostar de outro. Um roqueiro pode não querer se informar melhor sobre as origens do sertanejo. Um pagodeiro pode não querer discutir quem foi o melhor baterista de todos os tempos.

O debate econômico, por outro lado, é pautado por duas correntes bastantes distintas (e suas variações), ambas com a contribuição de importantes figuras, muitos laureados com o Prêmio Nobel. É fundamental compreender que existem duas correntes opostas e que, por isso, em economia não existe “certo” ou “errado”. De um lado, a corrente clássica e suas vertentes monetaristas e neoliberais. Do outro, o keynesianismo e as vertentes desenvolvimentista e do bem-estar social.

Nas últimas eleições, um dos pontos levantados (corretamente) pelo candidato Aécio Neves foi a desindustrialização do Brasil. Naquele momento, levantei neste espaço alguns de meus questionamentos ao então candidato. Há um consenso de que uma economia industrializada tem maior produtividade e empregos com melhores salários, contribuindo melhor para o crescimento do país. Andei lendo bastante sobre a situação e decidi escrever este texto.

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Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

O Rio (de contrastes) no centro do mundo

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Cristo Redentor, durante a final da Copa do Mundo

Olimpíadas, Copa do Mundo, Copa das Confederações, Jogos Panamericanos, Jornada Mundial da Juventude, Rio+20, TED, Fórum dos BRICS, Prêmio Laureus do esporte. O que estes eventos têm em comum? Nos 10 anos compreendidos entre 2007 e 2016, são eventos que foram, parcial ou integralmente, sediados pelo Rio de Janeiro.

O Rio sempre foi marcado pelos contrastes. Não, não vou cair no lugar comum e comparar as favelas, com saneamento básico e serviços públicos deficientes, aos luxuosíssimos edifícios de Ipanema, Leblon e Lagoa… até porque, com a melhor distribuição de renda no país, a pobreza extrema acaba amenizada, o que é bom… Tampouco vou discutir sobre as alegrias e preocupações dos cariocas, nem sobre os “branquelos” gringos que vêm pra cá e se apaixonam pelas nossas “mulatas”.

Não há dúvidas de que o Rio é hoje a metrópole em maior evidência global. Este texto se propõe a analisar as externalidades positivas e negativas capturadas pela cidade na década 2007-2016.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Política, Serviços Públicos, Sociologia

As vantagens da política de “campeões nacionais” do BNDES

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“Se o escândalo na Petrobras é grave, imagina quando resolverem investigar o BNDES”. Essa é uma das frases de senso comum mais repetidas ultimamente pelos “papagaios de plantão”. Algumas críticas são feitas pela oposição à gestão do banco. As duas principais englobam os acordos com outros países latino-americanos (como Cuba e Venezuela) e a política de formação de grandes empresas globais de capital nacional, ou política de “campeões nacionais”, adotada pelo banco entre 2007 e 2013.

É sobre a segunda que desejo falar. Muito se argumenta que foi uma política que privilegiou poucas empresas e concentrou mercados. Não são argumentos infundados. Mas as operações são justificáveis, como discutiremos.

Entre as empresas que receberam recursos quando iniciou-se o processo de financiamento a grandes players globais, pode-se destacar Friboi e Brasil Foods (proteína animal), Ambev (bebidas), Fibria (celulose e papel).

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Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

Por que a terceirização de atividades-fim não é boa nem para as empresas? E por que elas, mesmo assim, continuam a realizá-la?

Este espaço é aberto à contribuição de outras pessoas. O texto a seguir é de autoria de meu amigo Gustavo Barreto, engenheiro de Telecomunicações e Mestre em Engenharia de Produção na área de Trabalho.

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Esse texto busca abordar a terceirização da atividade-fim pelo ponto de vista empresarial. Certamente os efeitos negativos aos trabalhadores são muito mais importantes do que os sentidos pelas corporações, essa abordagem só foi usada pela existência de vários ótimos textos na internet abordando as más consequências aos empregados pela aprovação da lei, como este, do professor Ricardo Antunes, e o do professor Ruy Braga.

Uma pergunta sempre me vem à cabeça quando o assunto é terceirização de atividades-fim: porque uma empresa contrataria uma terceirizada para realizar melhor um serviço que é a atividade para qual essa empresa existe? Por exemplo, pra que a Coca-Cola vai terceirizar a produção de refrigerante, para uma empresa que faça refrigerantes melhor do que ela? Seria um atestado de incompetência sem prazo de validade definido?

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Categoria(s): Economia, Outros autores, Sociologia

Para ouvir e refletir

Uma análise bem completa do professor Marco Aurélio Cabral Pinto sobre o momento atual global e do BRASIL, sob a ótica da soberania e independência do país, geopolítica do petróleo, ajuste fiscal e trade-off inflação/desemprego, discussão “rasa” da corrupção, “interesses globais financeiros” em 3 temas centrais:

1) Crises financeiras, guerras, interesses estratégicos, extremismo, nacionalismo e instabilidade.
2) Petróleo e sua importância geopolítica no contexto acima, Petrobras, subsidiárias e SeteBrasil, verticalização da indústria nacional e desenvolvimento tecnológico brasileiro e recursos do pré-sal.
3) Construção civil, “ataque às empreiteiras”, infraestrutura urbana e serviços públicos como mobilidade urbana, saúde e saneamento, além de integração sulamericana (inclusive porto de Mariel).
Vale ouvir cada palavra….

Categoria(s): Economia, Links externos, Outros autores, Política

Os limites da “importância” da religião

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Criança síria se rende ao confundir câmera fotográfica com uma arma

Sempre cresci ouvindo que religião é muito importante na vida de uma pessoa. Que mundo de merda (me perdoem a expressão) é esse, onde a religião acaba sendo a causa de tantos males?

A foto acima, reproduzida pela jornalista Nadia AbuShaban no Twitter, que tem repercutido nas redes sociais, é um enorme representativo dos males que a religião pode causar ao mundo, principalmente quando levada ao extremo.

Judeus de Israel massacram muçulmanos palestinos, muçulmanos de grupos extremistas massacram cristãos e yazidis. Cristãos das mais diversas ramificações digladiam-se entre si. Israel reelege Netanyahu. Cresce o “xenofobismo religioso” em países de primeiro mundo.

Sem falar em matanças históricas, como as Cruzadas e o holocausto judeu.

Quem são vocês pra ficar julgando o outro, criticando o outro, privando o outro de suas liberdades e escolhas pessoais?

Quem são vocês pra decidir sobre a VIDA do outro?

Abraão deve ficar bem triste quando vê seguidores de seus descendentes interpretando ensinamentos de maneira tão distorcida. E como diz Papa Francisco: “todas as religiões são verdadeiras porque elas são verdadeiras no coração daqueles que acreditam nelas”.

Categoria(s): Artes e Cultura Geral, Escrito por Matheus, Sociologia

Fisiologismo, ajuste fiscal e direitos trabalhistas

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Eduardo Cunha e Francis Underwood têm muito em comum

Nunca acompanhei um seriado em minha vida. Mas tenho me interessado bastante por House of Cards, da Netflix. Qual a temática deste? Política. Talvez não haja assunto mais complexo. Ok, excetuando-se a física quântica e o “mistério da vida”. Este texto discorrerá exatamente sobre isso: a tal crise político-econômica atualmente instituída

ALGUNS CONCEITOS

Existem diversas ideias para o termo “política”, mas os dois termos de mais fácil definição, em inglês, são “policy” e “politics“. Enquanto o primeiro diz respeito à implementação de políticas públicas aos diversos setores interessados (sociais, industriais, estruturais, legislativos e de serviços públicos), o segundo termo se refere à política no seu âmbito mais obscuro: acordos, indicações, especulações e distribuição de cargos.

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Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Política

Sobre alguns filmes do Oscar 2015

oscar2015

Diferentemente do que costumo escrever neste espaço, seguem algumas de minhas análises de filmes indicados ao Oscar, cuja cerimônia de premiação está prevista para ocorrer no próximo domingo.

MELHOR FILME

Boyhood: Nota 5. Incrível. Simples, sem reviravoltas ou surpresas, mas de uma complexidade e retratação da realidade admiráveis. A cada ano que se passa na vida de Mason, parece que não nos damos conta de que o tempo passou (exatamente como em nossas vidas). Cada pessoa pode se identificar com dramas vividos em momentos distintos do filme. Perfeito!

Whiplash: Nota 5. Uma história que surpreende por mostrar um lado um pouco diferente da ideia “corra atrás dos seus sonhos”. Obstinação e persistência não necessariamente te levam ao sucesso (nesse sentido, assistam também ao documentário Anvil). Resume de maneira figurada o universo profissional (não somente artístico) ao qual as pessoas devem frequentemente se sujeitar. Atuação, roteiro, filmagem, tudo perfeito. E a cena final? De tirar o fôlego!

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Categoria(s): Artes e Cultura Geral, Escrito por Matheus

Programação

Informamos que as publicações de textos completos, nos próximos dias, passarão a ocorrer em menor frequência (quinzenal ou mensal).

Att,

Matheus.

10 de fevereiro de 2015 · 12:57

Uma pena…

gracafoster

A saída de Graça Foster é uma pena. Para os leigos, parece que cai no colo dela a responsabilidade de toda a corrupção histórica da empresa, sendo que a maioria dos escândalos atuais tiveram origem na gestão do Gabrielli.

Tenho meus questionamentos a Graça (por exemplo, à terceirização da mão de obra na empresa), mas em minha opinião ela fez uma excelente gestão e é mais vítima que culpada.

…Deixo uma PERGUNTA: Porque todas as CPIs investigam a Petrobras apenas de 2003 para cá? Não havia corrupção antes?

…um QUESTIONAMENTO: Houve muito roubo na Petrobras por ela estar com muitos projetos em andamento? Ou houve vários projetos para se roubar mais? Cada um entende como quiser…

…Uma DICA: a quem está empolgado com a subida das ações, saiba que ainda está barato. Mas não se deixem empolgar pelos ganhos de curto prazo. Sob essa ótica, certamente venderão suas ações quando sair o veredito da investigação da SEC (Comissão da Bolsa de NY). Vai cair pelo menos uns 20% neste dia, se ele vier mesmo a se concretizar.
…Ou vai cair 5, 6% em algum dia da próxima semana e já vão se desesperar
… Ah, e saibam que os tubarões estão esperando a chegada das sardinhas compradoras (nos próximos dias) para vender suas ações com 20, 30% de lucro.. nada mal para uma ou duas semanas, não? Só que isso também trata de derrubar os preços das ações!

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

Bengalas da ilusão

violencia

Cresci em cidade pequena, mas era comum que viesse à cidade grande (mais precisamente ao Rio de Janeiro) pelo menos uma vez por mês. E me encantava com o que via, sobretudo as paisagens. Hoje, após alguns anos morando em Niterói, percebo que a beleza natural, a infinidade de espaços abertos, as possibilidades culturais e o dinamismo econômico atual são como bengalas que criam uma ilusão de que estamos vivendo bem. Mas a violência assusta.

Ainda que, de fato, os níveis de homicídios per capita no Rio de Janeiro entre 2008 e 2012 sejam os mesmos de minha cidade natal, Miguel Pereira (que parece ser muito mais tranquila), e que a sensação de insegurança se agrave com a cobertura midiática da temática “segurança pública/violência”, espanta a quantidade de notícias estarrecedoras de morte de policiais, morte de civis, morte de crianças, abordagens policiais inadequadas, tiro, porrada, bomba e balas perdidas.

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Crise hídrica, meio ambiente e má gestão

crisehidrica

Nota: peço desculpas pelo atraso na publicação deste texto. Infelizmente, algumas pendências pessoais me impediram de administrar o blog na última semana.

Todos os assuntos mais complexos, de maneira geral, são ignorados pelas pessoas.  A não ser que estes venham a afetar o seu dia-a-dia. E é exatamente isso que acontece quando se analisa a crise hídrica que se estende pelo Sudeste do país. A situação atual é resultado de um acúmulo de fatores que se agravaram com a escassez de chuvas. Apesar de pairar sobre a cabeça de muitos a certeza de que a causa principal da crise de abastecimento é a falta de chuvas, cabe destacar duas coisas:

1) a falta de chuvas é apenas a “cereja do bolo”, principalmente no caso de São Paulo;

2) apesar de haver a influência da ação antrópica no fenômeno, o mesmo em nada tem a ver com o aquecimento global.

Fica a pergunta: quais as outras causas do problema? Creio que seja importante apresentá-las em outras 2 temáticas: meio ambiente e gestão.

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