Mês: fevereiro 2016

Novo? Não sinto credibilidade

Quando às vezes me pego pensando pra onde vai a política brasileira, tem algo me assusta tanto quanto o Bolsonaro bem cotado. Com direito a um nome que se pretende descolado: Partido Novo.

Comumente divulgado por alguns amigos, o Partido Novo tem, entre seus fundadores, engenheiros, médicos, advogados e administradores.

OBS:
Nenhum cientista político;
Nenhum sociólogo;
Nenhum especialista em políticas públicas;
Nenhum economista de viés desenvolvimentista;
Nenhum técnico/especialista em saúde pública.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Política, Reflexões curtas

Dados: porte de armas e desigualdade têm relação direta com a violência

dados

Vamos esclarecer algumas coisas: é óbvio que a estatística é cruel. Se a estatística diz que nos países com renda mais bem distribuída a violência é menor, mas você mora na Islândia e perdeu seu único filho por assassinato, a estatística foi cruel contigo.

Essa mesma explicação vale para os “exemplos de pessoas que mesmo órfãs e sem ter onde morar viraram funcionários públicos, médicos, engenheiros ou cientistas sociais”. São exemplos admiráveis e louváveis. Mas são raros e não é meu intuito me aprofundar nessa questão.

Mas a estatística, quando analisa todo um país ou local em específico, é inquestionável. E aí está o cerne da questão: a pessoa pode ter posicionamento político, religioso ou econômico diferente do outro. Mas ela não pode questionar os dados, que muitas vezes são usados como argumentos para uma série de questões.

Com os inaceitáveis casos de mortes recentes, no Rio e em São Paulo, os arrastões cariocas, as chacinas paulistas, dentre outros, a discussão ganha ainda mais relevância. Não que roubar seja certo ou que as pessoas que cometeram os delitos sejam santas, mas que tal se nos perguntássemos: por que existe a violência? Os dados oficiais dos gráficos que estou postando explicam um pouco disso:

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Serviços Públicos, Sociologia