Categoria: Economia

Por que Dilma caiu? Marx estava certo!

OBS: recomendo que cliquem nas imagens para enxergá-las com maior qualidademarx

Certamente todos nós já passamos por aqueles momentos em que “a ficha demora para cair”. Assim me sinto com a votação do afastamento de Dilma, no Senado. Dilma caiu. Há muitas explicações razoáveis para sua queda: inabilidade política da presidenta, casos de corrupção, agravamento da crise econômica, esgotamento do ganha-ganha do modelo lulo-petista, síndrome de mau perdedor que assolou a oposição, lobbies de petroleiras internacionais, entre outros.

Enfim, a queda de Dilma tem infinitas variáveis. Mas, pode ser analisada, também, sob o ponto de vista da Economia. Neste sentido, cabe analisar o governo Dilma sob uma perspectiva marxista, analisando-se a renda do capital e do trabalho nos últimos anos e o quanto isso desencadeou a luta de classes que se exacerba na sociedade.

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

O PT foi mesmo uma tragédia na Economia?

O que mais se ouve por aí é que os governos Dilma e Lula foram uma tragédia do ponto de vista econômico, que a crise econômica atual se deveu à “gastança” do PT e “muitas” decisões erradas até 2014, que o Brasil encontrava-se muito endividado, que o “rombo” nas contas públicas era inédito, que a inflação nunca esteve tão descontrolada, que todos os nossos indicadores econômicos estavam ruins.

O diagnóstico transmitido pelo discurso diário na grande mídia, com pouco ou nenhum espaço para o contraditório, insere na cabeça das pessoas o discurso único, que culpa o keynesianismo e o desenvolvimentismo como os culpados pela crise atual, sem levar em conta que o PT, por mais que em muito tenha seguido as “cartilhas” da heterodoxia, nunca as implementou integralmente.

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

A equipe do pré-sal e o Brasil hoje

Entrevista com Guilherme Estrella, que chefiou, de 2003 a 2012, a equipe que descobriu o pré-sal, para o Estadão

Guilherme Estrella (Fonte: Petrobras – Fatos e Dados)

RIO – Após o Senado aprovar o fim da exclusividade da Petrobrás na liderança do pré-sal, o ex-diretor de Exploração e Produção da petroleira, Guilherme Estrella, que chefiou, de 2003 a 2012, a equipe que descobriu o pré-sal, disse em entrevista ao Estado torcer pelo veto da presidente Dilma Rousseff ao novo marco legal, que acaba com a obrigatoriedade de a estatal participar de todos os blocos do pré-sal. Para o geólogo que ingressou na estatal ainda monopolista de 1965, as multinacionais “só querem ficar com o filé mignon”. Disse ainda que “não pode uma empresa petrolífera ser gerenciada como um banco”. A seguir, os principais trechos da entrevista.

O País deve o pré-sal à Petrobrás?

Não digo que deva à Petrobrás. A empresa cumpriu sua missão. Essa grande transformação do Brasil num país independente, com autonomia em energia, fertilizantes e petroquímicos foi o trabalho dos últimos 15 anos. O pessoal (funcionários) está de cabeça baixa (por causa das denúncias de corrupção). Vamos separar as coisas. Fizemos um grande trabalho. Aliás, eu vim aqui dizer isso.

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Links externos, Outros autores

Verdades e mentiras sobre a Previdência Social

hand_worker

A Seguridade Social, conquista adquirida com a Constituição de 88, abrange não só a Previdência mas também a Saúde Pública e a Assistência Social, e tem por intuito alcançar uma sociedade livre, justa e solidária, por meio de sistemas como o SUS, SUAS, Susan e FAT.

Um dos dos principais questionamentos em relação à Seguridade Social é que esta seria cara demais, sobretudo por conta da Previdência. De fato, quando se pensa que é muito comum que diversos contribuintes trabalhem por aproximadamente 30 anos, recolhendo 11% de seus salários para o INSS, e que uma quantidade significativa vive por mais aproximadamente 20 anos após a aposentadoria, não é infundada a análise de que a conta, se não fecha hoje, tende a não fechar no futuro, uma vez que o Brasil vem passando por uma transição demográfica caracterizada pelo envelhecimento da população.

Um dos pontos mais recorrentes na grande mídia é a discussão acerca do “déficit da previdência”: afirma-se que, hoje, o orçamento previdenciário estaria negativo, ou seja, os gastos da previdência superariam as receitas. Não se comenta, no entanto, a incompletude deste argumento.

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Serviços Públicos

O debate pela esquerda e pela direita: o que é mais relevante?

comparacao

A discussão política muitas vezes se prende apenas ao debate entre os que defendem o seu ponto de vista com orientação mais à direita e os que o defendem com uma orientação mais à esquerda. O mais comum de se ouvir, nos dias atuais, são as ofensas de um lado ao outro (e vice-versa).

Outras vezes, no entanto, uma mesma pauta é criticada por ambos os “lados”, com argumentos diferentes. E talvez esta seja uma das melhores maneiras de analisar as distintas correntes e assumir um posicionamento baseado na razão, e não na emoção e no “efeito papagaio”.

Como sabemos, o governo adota medidas de ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas. Entre estas medidas, a correção de algumas distorções no seguro-desemprego/pensão e, o pior de tudo, cortes no orçamento, inclusive em setores fundamentais como educação e saúde. É consensual que havia a necessidade de alguns ajustes, mas os cortes já afetam negativamente o desempenho econômico e apenas os petistas conseguem defendê-los no momento.

Há poucas críticas sobre a real necessidade do ajuste em tempos de crise e de queda dos preços das commodities. As críticas que surgem referem-se à maneira como o ajuste tem sido feito. Pela “direita”, defende-se que o grande problema do binômio arrecadação-gastos é o inchaço da máquina pública brasileira e que a solução se daria por meio da redução de ministérios e cargos comissionados. Pela “esquerda”, defende-se que a estrutura tributária brasileira é desigual e que os gastos devem ser mantidos por meio do aumento da arrecadação através de impostos sobre patrimônio, renda e mercados financeiros.

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Serviços Públicos

As óticas por trás da desindustrialização brasileira

iron-industry

A discussão sobre livros, filmes e músicas se difere bastante da discussão de temas econômicos. Você pode gostar ou não de um filme. Você pode gostar de ouvir rock ou sertanejo. Pode gostar de um ritmo e desgostar de outro. Um roqueiro pode não querer se informar melhor sobre as origens do sertanejo. Um pagodeiro pode não querer discutir quem foi o melhor baterista de todos os tempos.

O debate econômico, por outro lado, é pautado por duas correntes bastantes distintas (e suas variações), ambas com a contribuição de importantes figuras, muitos laureados com o Prêmio Nobel. É fundamental compreender que existem duas correntes opostas e que, por isso, em economia não existe “certo” ou “errado”. De um lado, a corrente clássica e suas vertentes monetaristas e neoliberais. Do outro, o keynesianismo e as vertentes desenvolvimentista e do bem-estar social.

Nas últimas eleições, um dos pontos levantados (corretamente) pelo candidato Aécio Neves foi a desindustrialização do Brasil. Naquele momento, levantei neste espaço alguns de meus questionamentos ao então candidato. Há um consenso de que uma economia industrializada tem maior produtividade e empregos com melhores salários, contribuindo melhor para o crescimento do país. Andei lendo bastante sobre a situação e decidi escrever este texto.

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

As vantagens da política de “campeões nacionais” do BNDES

boi

“Se o escândalo na Petrobras é grave, imagina quando resolverem investigar o BNDES”. Essa é uma das frases de senso comum mais repetidas ultimamente pelos “papagaios de plantão”. Algumas críticas são feitas pela oposição à gestão do banco. As duas principais englobam os acordos com outros países latino-americanos (como Cuba e Venezuela) e a política de formação de grandes empresas globais de capital nacional, ou política de “campeões nacionais”, adotada pelo banco entre 2007 e 2013.

É sobre a segunda que desejo falar. Muito se argumenta que foi uma política que privilegiou poucas empresas e concentrou mercados. Não são argumentos infundados. Mas as operações são justificáveis, como discutiremos.

Entre as empresas que receberam recursos quando iniciou-se o processo de financiamento a grandes players globais, pode-se destacar Friboi e Brasil Foods (proteína animal), Ambev (bebidas), Fibria (celulose e papel).

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

Por que a terceirização de atividades-fim não é boa nem para as empresas? E por que elas, mesmo assim, continuam a realizá-la?

Este espaço é aberto à contribuição de outras pessoas. O texto a seguir é de autoria de meu amigo Gustavo Barreto, engenheiro de Telecomunicações e Mestre em Engenharia de Produção na área de Trabalho.

Coke_and_beggar

Esse texto busca abordar a terceirização da atividade-fim pelo ponto de vista empresarial. Certamente os efeitos negativos aos trabalhadores são muito mais importantes do que os sentidos pelas corporações, essa abordagem só foi usada pela existência de vários ótimos textos na internet abordando as más consequências aos empregados pela aprovação da lei, como este, do professor Ricardo Antunes, e o do professor Ruy Braga.

Uma pergunta sempre me vem à cabeça quando o assunto é terceirização de atividades-fim: porque uma empresa contrataria uma terceirizada para realizar melhor um serviço que é a atividade para qual essa empresa existe? Por exemplo, pra que a Coca-Cola vai terceirizar a produção de refrigerante, para uma empresa que faça refrigerantes melhor do que ela? Seria um atestado de incompetência sem prazo de validade definido?

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Outros autores, Sociologia

Para ouvir e refletir

Uma análise bem completa do professor Marco Aurélio Cabral Pinto sobre o momento atual global e do BRASIL, sob a ótica da soberania e independência do país, geopolítica do petróleo, ajuste fiscal e trade-off inflação/desemprego, discussão “rasa” da corrupção, “interesses globais financeiros” em 3 temas centrais:

1) Crises financeiras, guerras, interesses estratégicos, extremismo, nacionalismo e instabilidade.
2) Petróleo e sua importância geopolítica no contexto acima, Petrobras, subsidiárias e SeteBrasil, verticalização da indústria nacional e desenvolvimento tecnológico brasileiro e recursos do pré-sal.
3) Construção civil, “ataque às empreiteiras”, infraestrutura urbana e serviços públicos como mobilidade urbana, saúde e saneamento, além de integração sulamericana (inclusive porto de Mariel).
Vale ouvir cada palavra….

Categoria(s): Economia, Links externos, Outros autores, Política

Fisiologismo, ajuste fiscal e direitos trabalhistas

cunha underwood

Eduardo Cunha e Francis Underwood têm muito em comum

Nunca acompanhei um seriado em minha vida. Mas tenho me interessado bastante por House of Cards, da Netflix. Qual a temática deste? Política. Talvez não haja assunto mais complexo. Ok, excetuando-se a física quântica e o “mistério da vida”. Este texto discorrerá exatamente sobre isso: a tal crise político-econômica atualmente instituída

ALGUNS CONCEITOS

Existem diversas ideias para o termo “política”, mas os dois termos de mais fácil definição, em inglês, são “policy” e “politics“. Enquanto o primeiro diz respeito à implementação de políticas públicas aos diversos setores interessados (sociais, industriais, estruturais, legislativos e de serviços públicos), o segundo termo se refere à política no seu âmbito mais obscuro: acordos, indicações, especulações e distribuição de cargos.

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Política

Uma pena…

gracafoster

A saída de Graça Foster é uma pena. Para os leigos, parece que cai no colo dela a responsabilidade de toda a corrupção histórica da empresa, sendo que a maioria dos escândalos atuais tiveram origem na gestão do Gabrielli.

Tenho meus questionamentos a Graça (por exemplo, à terceirização da mão de obra na empresa), mas em minha opinião ela fez uma excelente gestão e é mais vítima que culpada.

…Deixo uma PERGUNTA: Porque todas as CPIs investigam a Petrobras apenas de 2003 para cá? Não havia corrupção antes?

…um QUESTIONAMENTO: Houve muito roubo na Petrobras por ela estar com muitos projetos em andamento? Ou houve vários projetos para se roubar mais? Cada um entende como quiser…

…Uma DICA: a quem está empolgado com a subida das ações, saiba que ainda está barato. Mas não se deixem empolgar pelos ganhos de curto prazo. Sob essa ótica, certamente venderão suas ações quando sair o veredito da investigação da SEC (Comissão da Bolsa de NY). Vai cair pelo menos uns 20% neste dia, se ele vier mesmo a se concretizar.
…Ou vai cair 5, 6% em algum dia da próxima semana e já vão se desesperar
… Ah, e saibam que os tubarões estão esperando a chegada das sardinhas compradoras (nos próximos dias) para vender suas ações com 20, 30% de lucro.. nada mal para uma ou duas semanas, não? Só que isso também trata de derrubar os preços das ações!

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

Crise hídrica, meio ambiente e má gestão

crisehidrica

Nota: peço desculpas pelo atraso na publicação deste texto. Infelizmente, algumas pendências pessoais me impediram de administrar o blog na última semana.

Todos os assuntos mais complexos, de maneira geral, são ignorados pelas pessoas.  A não ser que estes venham a afetar o seu dia-a-dia. E é exatamente isso que acontece quando se analisa a crise hídrica que se estende pelo Sudeste do país. A situação atual é resultado de um acúmulo de fatores que se agravaram com a escassez de chuvas. Apesar de pairar sobre a cabeça de muitos a certeza de que a causa principal da crise de abastecimento é a falta de chuvas, cabe destacar duas coisas:

1) a falta de chuvas é apenas a “cereja do bolo”, principalmente no caso de São Paulo;

2) apesar de haver a influência da ação antrópica no fenômeno, o mesmo em nada tem a ver com o aquecimento global.

Fica a pergunta: quais as outras causas do problema? Creio que seja importante apresentá-las em outras 2 temáticas: meio ambiente e gestão.

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Política, Serviços Públicos

Vale! Mas não vale! As ações da Petrobras

valuation

A Petrobras vale seu preço atual no mercado de capitais. Mas não vale. Não necessariamente o valor de mercado de uma empresa em bolsa representa o seu valor justo. Os dois conceitos são relativamente diferentes, embora sejam comumente confundidos. Sob essa ótica, uma ação pode estar cara (valor de mercado maior que o valor justo) ou barata (o contrário).

O valor DE MERCADO de uma empresa é determinado multiplicando-se a quantidade de ações da mesma pelo valor da cotação de cada ação. Assim, uma empresa com 10 ações valendo R$ 10 cada tem o valor de mercado de R$ 100. O preço de mercado é estabelecido sempre em cima do último valor negociado. Assim, se um dos acionistas vender sua ação a R$ 11, a empresa acima passa a valer, momentaneamente, R$ 110. Se alguém vender uma ação a R$ 9, a companhia passa a valer R$ 90.

No entanto, falar em mercado de capitais engloba outras considerações teóricas a serem feitas. A principal delas é que o valor MERCADO de uma empresa é dado pela soma de duas variáveis, a “valuation”, que avalia o valor JUSTO da empresa a partir de uma série de variáveis (como discutiremos), e as expectativas, que refletem os aspectos comportamentais do mercado em relação àquela empresa.

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

Meus questionamentos a Aécio

aeciodilma

Diante do ódio que se propagou pela rede nos últimos dias, preciso externar aqui, de maneira saudável, alguns fatores econômico-institucionais que certamente me influenciaram a votar em Dilma no próximo domingo. E sobre os quais Aécio deixa de falar. Não vou entrar aqui na questão do governo de Aécio em Minas, das censuras de Aécio à mídia e às redes sociais e nem nas questões de comportamento pessoal do Senador. Tratam-se apenas de questionamentos propositivos.

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Política

As eleições e o mercado financeiro (de derivativos)

finance

Nestes dias que antecedem as eleições, vocês já repararam alguma relação entre as pesquisas eleitorais (ou os resultados das eleições) e o mercado financeiro?

Sei o que todos dirão: se Dilma está bem, a bolsa cai. Se Aécio está bem, a bolsa sobe. OK, isso é verdade e está sobretudo ligado à questão das ações das empresas estatais, tendo nenhuma relação com a competência gerencial de Dilma e Aécio e sim com os principais beneficiados pelos modelos de gestão em jogo, como muito bem abordado aqui.

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

Os porquês do Brasil

Inglehart-Values-Map-Huge

Não é incomum entreouvir as pessoas dizerem que as causas dos avanços ainda incipientes do Brasil, que vão desde a economia até a sociedade e os serviços públicos, têm sempre a mesma origem. Pensar um pouco “fora da caixa” implica em fugir do lugar comum que culpabiliza a corrupção, a má gestão e o sistema educacional como as únicas razões dos serviços públicos brasileiros ainda estarem distantes, em qualidade e eficiência, dos europeus, não deixando de reconhecer, no entanto, que estas ainda são questões crônicas do país. Entre as razões que certamente explicam o melhor funcionamento das coisas pelos países europeus, pode-se destacar aspectos históricos, geográficos, democráticos e culturais.

1) Comecemos, portanto, pelos HISTÓRICOS:

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Política, Serviços Públicos, Sociologia

Os erros do PT

lula-e-dilma

Na medida em que mais textos sobre Política e Economia forem publicados neste blog, ficará clara a minha opção pela continuidade do PT na presidência da República. No entanto, não sou petista. Acho que a condenação de José Dirceu foi justa e consigo reconhecer os erros do partido. E neste sentido, seguem minhas críticas:

- o fato de não ter feito as grandes reformas que o país precisa: Lula, por sua popularidade, poderia ter batido de frente com toda a classe política para fazer tais reformas. Tenho a visão de que o torneiro mecânico teria total respaldo social para fazê-las. E aí incluo a Reforma Política (com destaque para a discussão sobre financiamento de campanha), e a Reforma Tributária (juntamente com a Federativa), com a simplificação do sistema tributário (o que não quer dizer reduzir a carga tributária) e o aumento dos impostos sobre os mais ricos (tributação progressiva).

Continuar lendo…

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Política, Serviços Públicos