Categoria: Escrito por Matheus

Que comecem os jogos!!!

rio2016

Enfim, chegou! Muita gente vibrou, muito mais gente chiou. Entre empolgados e reclamões, salvam-se todos. As Olimpíadas estão aí. Talvez a maior contribuição grega para a cultura mundial depois da filosofia. A pira olímpica, após atravessar o país recheada de polêmicas, chegou ao estado do Rio. E também vêm chegando atletas de todo o mundo. Agora, não há mais diferenças de religião, cor, classe social ou aquelas simplesmente delimitadas por linhas imaginárias na superfície terrestre (enquanto Trump não constrói seu muro). Serão atletas, do mundo inteiro, diferentes em origem, patrocínio, biotipo, esportes, pretensões, sonhos, idades, tudo mais. Um evento que funciona como uma ponte, num mundo onde só muros têm sido construídos.

Todos reclamamos. Eu, você, o amigo em comum, o desconhecido. O legado poderia ser maior. Também tive vontade de apagar a tocha, mas me render ao discurso fácil, neste momento, seria errado. O Rio, que abriu sua “década no Centro do Mundo” com os singelos Jogos Panamericanos, sediou também a Rio+20, a JMJ e a Copa do Mundo, encerrando este ciclo com as faustosas Olimpíadas.

Estive hoje pela manhã no aeroporto e dei um pulinho ali do lado para acompanhar a chegada de alguns atletas. Poucos chegaram naquele tempo, mas minha empolgação deixou claro para mim mesmo que já estou no “clima olímpico”.

Ao mesmo tempo, nunca se viu o terror tão forte no mundo, e com ele alguns lobos solitários de formação e religião desconhecidas. E isso, também, acaba coincidindo com o evento justamente por aqui.

E, como acho que vai ser? Vamos repetir a Copa! Lembram-se de que na Copa achávamos que o Brasil seria um sucesso nos campos, e um fracasso fora deles, e que no final das contas erramos nas duas previsões? Então, já vejo profetas do caos dizendo que, nas Olimpíadas, seremos um fracasso nas quadras, e outro fracasso fora delas. Sabem o que acho? Erraremos nas duas previsões, de novo. Seremos um sucesso nas quadras. E um sucesso fora delas. Por quê? Explico nas linhas a seguir…

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Intercâmbio acadêmico

Imagem: O Globo

Imagem: O Globo

Fui criado numa cidade pequena , por uma família relativamente conservadora. Talvez não tanto, uma vez que eu e meus primos saímos ainda novos para estudar fora. Ou seja, meus tios não criaram seus filhos para si, e sim para o mundo, ao contrário do que se pode ver em outras cidades pequenas  por aí. Por outro lado, bastante conservadora, ao ponto de parte de seus membros (não os meus pais) defenderem uma série de ideias tipicamente conservadoras, como “bandido bom é bandido morto”. Uma família conservadora, mas, ao mesmo tempo, de bom coração. Nunca esbanjamos, muito do que tínhamos era doado, sempre nos preocupamos muito com a causa dos mais pobres.

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Por que Dilma caiu? Marx estava certo!

OBS: recomendo que cliquem nas imagens para enxergá-las com maior qualidademarx

Certamente todos nós já passamos por aqueles momentos em que “a ficha demora para cair”. Assim me sinto com a votação do afastamento de Dilma, no Senado. Dilma caiu. Há muitas explicações razoáveis para sua queda: inabilidade política da presidenta, casos de corrupção, agravamento da crise econômica, esgotamento do ganha-ganha do modelo lulo-petista, síndrome de mau perdedor que assolou a oposição, lobbies de petroleiras internacionais, entre outros.

Enfim, a queda de Dilma tem infinitas variáveis. Mas, pode ser analisada, também, sob o ponto de vista da Economia. Neste sentido, cabe analisar o governo Dilma sob uma perspectiva marxista, analisando-se a renda do capital e do trabalho nos últimos anos e o quanto isso desencadeou a luta de classes que se exacerba na sociedade.

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Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

O retorno de Jesus

Old City from the Mount of the Olives

Seja pela sua fé, pela história, pelos círculos sociais em que vivemos, poucos não sabem que as escrituras pregam o retorno de Jesus Cristo ao mundo. OK, pode ser que seguidores do Islã ou de religiões orientais não tenham conhecimento, mas também não acho que eles me leem. Certamente os cristãos por vezes se questionam: “quando é que Cristo volta?”. Ao analisarmos a questão do tempo, pode ser que demore: cientistas não têm certeza sobre quando surgiu o universo, mas parece existir um consenso de que este tem uma idade entre 10 e 20 bilhões de anos. A Terra, estima-se, teria aproximadamente 4,5 bilhões de anos. A partir destas informações, notamos que Jesus “veio ontem”. No entanto, quando comparamos com a história da humanidade (algo entre 5 mil e 12 mil anos), Jesus já veio há algum tempo.

Com as redes sociais e a informação “a um clique”, o mundo atual diferencia-se muito daquele dos tempos de Cristo. Boas ou ruins, as informações estão disponíveis. Dúvidas podem ser rapidamente sanadas por meio de uma consulta no Google. Pessoas se automedicam, tanto com remédios como psicologicamente. Grupos terroristas se espalham. Boatos (e verdades) se espalham rapidamente. Tudo nos chega, e muitas vezes as informações não são filtradas.

Alguns aprenderam as lições de Cristo: hoje nos solidarizamos mais com a questão dos refugiados, com a questão da África, somos mais tolerantes em relação ao diferente, buscamos uma vida mais ecológica e menos dependente do dinheiro. Por outro lado, muitos parecem não ter aprendido nada. Refugiados, imigrantes, negros, praticantes de religiões diferentes, homossexuais, pobres, não recebem dos seres humanos o amor que Jesus nos ensinou a dar. O discurso religioso, inclusive, é usado para legitimar o mal e o ódio.

Como dizem as escrituras, Jesus voltará algum dia. E se fosse hoje? Vejamos como seria.

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O PT foi mesmo uma tragédia na Economia?

O que mais se ouve por aí é que os governos Dilma e Lula foram uma tragédia do ponto de vista econômico, que a crise econômica atual se deveu à “gastança” do PT e “muitas” decisões erradas até 2014, que o Brasil encontrava-se muito endividado, que o “rombo” nas contas públicas era inédito, que a inflação nunca esteve tão descontrolada, que todos os nossos indicadores econômicos estavam ruins.

O diagnóstico transmitido pelo discurso diário na grande mídia, com pouco ou nenhum espaço para o contraditório, insere na cabeça das pessoas o discurso único, que culpa o keynesianismo e o desenvolvimentismo como os culpados pela crise atual, sem levar em conta que o PT, por mais que em muito tenha seguido as “cartilhas” da heterodoxia, nunca as implementou integralmente.

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Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

Novo? Não sinto credibilidade

Quando às vezes me pego pensando pra onde vai a política brasileira, tem algo me assusta tanto quanto o Bolsonaro bem cotado. Com direito a um nome que se pretende descolado: Partido Novo.

Comumente divulgado por alguns amigos, o Partido Novo tem, entre seus fundadores, engenheiros, médicos, advogados e administradores.

OBS:
Nenhum cientista político;
Nenhum sociólogo;
Nenhum especialista em políticas públicas;
Nenhum economista de viés desenvolvimentista;
Nenhum técnico/especialista em saúde pública.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Política, Reflexões curtas

Dados: porte de armas e desigualdade têm relação direta com a violência

dados

Vamos esclarecer algumas coisas: é óbvio que a estatística é cruel. Se a estatística diz que nos países com renda mais bem distribuída a violência é menor, mas você mora na Islândia e perdeu seu único filho por assassinato, a estatística foi cruel contigo.

Essa mesma explicação vale para os “exemplos de pessoas que mesmo órfãs e sem ter onde morar viraram funcionários públicos, médicos, engenheiros ou cientistas sociais”. São exemplos admiráveis e louváveis. Mas são raros e não é meu intuito me aprofundar nessa questão.

Mas a estatística, quando analisa todo um país ou local em específico, é inquestionável. E aí está o cerne da questão: a pessoa pode ter posicionamento político, religioso ou econômico diferente do outro. Mas ela não pode questionar os dados, que muitas vezes são usados como argumentos para uma série de questões.

Com os inaceitáveis casos de mortes recentes, no Rio e em São Paulo, os arrastões cariocas, as chacinas paulistas, dentre outros, a discussão ganha ainda mais relevância. Não que roubar seja certo ou que as pessoas que cometeram os delitos sejam santas, mas que tal se nos perguntássemos: por que existe a violência? Os dados oficiais dos gráficos que estou postando explicam um pouco disso:

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Serviços Públicos, Sociologia

Rótulos

rotulo

Fiz ótimos amigos na UFF. Divergências à parte, formamos um grupo bastante unido. Sempre nos reunimos em aniversários, datas comemorativas, happy hours e no final de ano, quando participamos de um amigo oculto.

Eu nunca gostei muito de escolher os presentes que queria receber. Mas dessa vez acabei optando por listar uma série de livros que me interessavam. Ganhei de presente o livro “O Estado Empreendedor”, de Mariana Mazzucato. Logo começaram as provocações: “seu comunista” foi a principal delas. Rótulos, sempre eles. E essa mania que as pessoas têm, de imaginar que eventuais características de um grupo são inerentes a todos seus participantes.

Todos já generalizamos. E erramos.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Estilo de Vida, Política

Um guia para leigos (parte 2): Eduardo Cunha

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Dando continuidade à proposta do último texto (Um gua para leigos – parte 1), pretendo tentar trazer para vocês as raízes históricas e políticas de nosso país que culminaram na chegada de Eduardo Cunha à presidência da Câmara. De antemão, peço desculpas aos amigos historiadores por eventuais erros e omissões.

Para que se compreenda qualquer contexto num cenário mundial, seria necessário voltar alguns anos na história. Poderia analisar a partir da chegada da Corte de Portugal ao Brasil, a partir da Velha República ou a partir da Era Vargas, mas começarei a análise a partir dos tempos da ditadura militar. No contexto mundial, deixarei meus interlocutores situados sobre alguns aspectos do cristianismo no mundo.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Política, Sociologia

Um guia para leigos (parte 1): PT e PSDB

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As opiniões políticas que emito neste espaço, geralmente, acabam sendo lidas por pessoas com uma orientação política mais próxima à minha (que costumam seguir meu blog), assim como as publicações no Face são “filtradas” de acordo com o que cada um está acostumado a ler/curtir. Neste momento, no entanto, pretendo tentar trazer para vocês as raízes histórico-políticas de nosso país que culminaram na chegada de PT e PSDB ao poder e na rivalidade entre os dois partidos. De antemão, peço desculpas aos amigos historiadores por eventuais erros e omissões.

Para que se compreenda qualquer contexto num cenário mundial, seria necessário voltar alguns anos na história. Poderia analisar a partir da chegada da Corte de Portugal ao Brasil, a partir da Velha República ou a partir da Era Vargas, mas começarei a análise a partir dos tempos da ditadura militar…

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Política, Sociologia

Verdades e mentiras sobre a Previdência Social

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A Seguridade Social, conquista adquirida com a Constituição de 88, abrange não só a Previdência mas também a Saúde Pública e a Assistência Social, e tem por intuito alcançar uma sociedade livre, justa e solidária, por meio de sistemas como o SUS, SUAS, Susan e FAT.

Um dos dos principais questionamentos em relação à Seguridade Social é que esta seria cara demais, sobretudo por conta da Previdência. De fato, quando se pensa que é muito comum que diversos contribuintes trabalhem por aproximadamente 30 anos, recolhendo 11% de seus salários para o INSS, e que uma quantidade significativa vive por mais aproximadamente 20 anos após a aposentadoria, não é infundada a análise de que a conta, se não fecha hoje, tende a não fechar no futuro, uma vez que o Brasil vem passando por uma transição demográfica caracterizada pelo envelhecimento da população.

Um dos pontos mais recorrentes na grande mídia é a discussão acerca do “déficit da previdência”: afirma-se que, hoje, o orçamento previdenciário estaria negativo, ou seja, os gastos da previdência superariam as receitas. Não se comenta, no entanto, a incompletude deste argumento.

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O debate pela esquerda e pela direita: o que é mais relevante?

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A discussão política muitas vezes se prende apenas ao debate entre os que defendem o seu ponto de vista com orientação mais à direita e os que o defendem com uma orientação mais à esquerda. O mais comum de se ouvir, nos dias atuais, são as ofensas de um lado ao outro (e vice-versa).

Outras vezes, no entanto, uma mesma pauta é criticada por ambos os “lados”, com argumentos diferentes. E talvez esta seja uma das melhores maneiras de analisar as distintas correntes e assumir um posicionamento baseado na razão, e não na emoção e no “efeito papagaio”.

Como sabemos, o governo adota medidas de ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas. Entre estas medidas, a correção de algumas distorções no seguro-desemprego/pensão e, o pior de tudo, cortes no orçamento, inclusive em setores fundamentais como educação e saúde. É consensual que havia a necessidade de alguns ajustes, mas os cortes já afetam negativamente o desempenho econômico e apenas os petistas conseguem defendê-los no momento.

Há poucas críticas sobre a real necessidade do ajuste em tempos de crise e de queda dos preços das commodities. As críticas que surgem referem-se à maneira como o ajuste tem sido feito. Pela “direita”, defende-se que o grande problema do binômio arrecadação-gastos é o inchaço da máquina pública brasileira e que a solução se daria por meio da redução de ministérios e cargos comissionados. Pela “esquerda”, defende-se que a estrutura tributária brasileira é desigual e que os gastos devem ser mantidos por meio do aumento da arrecadação através de impostos sobre patrimônio, renda e mercados financeiros.

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Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Serviços Públicos

As óticas por trás da desindustrialização brasileira

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A discussão sobre livros, filmes e músicas se difere bastante da discussão de temas econômicos. Você pode gostar ou não de um filme. Você pode gostar de ouvir rock ou sertanejo. Pode gostar de um ritmo e desgostar de outro. Um roqueiro pode não querer se informar melhor sobre as origens do sertanejo. Um pagodeiro pode não querer discutir quem foi o melhor baterista de todos os tempos.

O debate econômico, por outro lado, é pautado por duas correntes bastantes distintas (e suas variações), ambas com a contribuição de importantes figuras, muitos laureados com o Prêmio Nobel. É fundamental compreender que existem duas correntes opostas e que, por isso, em economia não existe “certo” ou “errado”. De um lado, a corrente clássica e suas vertentes monetaristas e neoliberais. Do outro, o keynesianismo e as vertentes desenvolvimentista e do bem-estar social.

Nas últimas eleições, um dos pontos levantados (corretamente) pelo candidato Aécio Neves foi a desindustrialização do Brasil. Naquele momento, levantei neste espaço alguns de meus questionamentos ao então candidato. Há um consenso de que uma economia industrializada tem maior produtividade e empregos com melhores salários, contribuindo melhor para o crescimento do país. Andei lendo bastante sobre a situação e decidi escrever este texto.

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Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

O Rio (de contrastes) no centro do mundo

rio centro mundo

Cristo Redentor, durante a final da Copa do Mundo

Olimpíadas, Copa do Mundo, Copa das Confederações, Jogos Panamericanos, Jornada Mundial da Juventude, Rio+20, TED, Fórum dos BRICS, Prêmio Laureus do esporte. O que estes eventos têm em comum? Nos 10 anos compreendidos entre 2007 e 2016, são eventos que foram, parcial ou integralmente, sediados pelo Rio de Janeiro.

O Rio sempre foi marcado pelos contrastes. Não, não vou cair no lugar comum e comparar as favelas, com saneamento básico e serviços públicos deficientes, aos luxuosíssimos edifícios de Ipanema, Leblon e Lagoa… até porque, com a melhor distribuição de renda no país, a pobreza extrema acaba amenizada, o que é bom… Tampouco vou discutir sobre as alegrias e preocupações dos cariocas, nem sobre os “branquelos” gringos que vêm pra cá e se apaixonam pelas nossas “mulatas”.

Não há dúvidas de que o Rio é hoje a metrópole em maior evidência global. Este texto se propõe a analisar as externalidades positivas e negativas capturadas pela cidade na década 2007-2016.

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As vantagens da política de “campeões nacionais” do BNDES

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“Se o escândalo na Petrobras é grave, imagina quando resolverem investigar o BNDES”. Essa é uma das frases de senso comum mais repetidas ultimamente pelos “papagaios de plantão”. Algumas críticas são feitas pela oposição à gestão do banco. As duas principais englobam os acordos com outros países latino-americanos (como Cuba e Venezuela) e a política de formação de grandes empresas globais de capital nacional, ou política de “campeões nacionais”, adotada pelo banco entre 2007 e 2013.

É sobre a segunda que desejo falar. Muito se argumenta que foi uma política que privilegiou poucas empresas e concentrou mercados. Não são argumentos infundados. Mas as operações são justificáveis, como discutiremos.

Entre as empresas que receberam recursos quando iniciou-se o processo de financiamento a grandes players globais, pode-se destacar Friboi e Brasil Foods (proteína animal), Ambev (bebidas), Fibria (celulose e papel).

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Os limites da “importância” da religião

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Criança síria se rende ao confundir câmera fotográfica com uma arma

Sempre cresci ouvindo que religião é muito importante na vida de uma pessoa. Que mundo de merda (me perdoem a expressão) é esse, onde a religião acaba sendo a causa de tantos males?

A foto acima, reproduzida pela jornalista Nadia AbuShaban no Twitter, que tem repercutido nas redes sociais, é um enorme representativo dos males que a religião pode causar ao mundo, principalmente quando levada ao extremo.

Judeus de Israel massacram muçulmanos palestinos, muçulmanos de grupos extremistas massacram cristãos e yazidis. Cristãos das mais diversas ramificações digladiam-se entre si. Israel reelege Netanyahu. Cresce o “xenofobismo religioso” em países de primeiro mundo.

Sem falar em matanças históricas, como as Cruzadas e o holocausto judeu.

Quem são vocês pra ficar julgando o outro, criticando o outro, privando o outro de suas liberdades e escolhas pessoais?

Quem são vocês pra decidir sobre a VIDA do outro?

Abraão deve ficar bem triste quando vê seguidores de seus descendentes interpretando ensinamentos de maneira tão distorcida. E como diz Papa Francisco: “todas as religiões são verdadeiras porque elas são verdadeiras no coração daqueles que acreditam nelas”.

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Fisiologismo, ajuste fiscal e direitos trabalhistas

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Eduardo Cunha e Francis Underwood têm muito em comum

Nunca acompanhei um seriado em minha vida. Mas tenho me interessado bastante por House of Cards, da Netflix. Qual a temática deste? Política. Talvez não haja assunto mais complexo. Ok, excetuando-se a física quântica e o “mistério da vida”. Este texto discorrerá exatamente sobre isso: a tal crise político-econômica atualmente instituída

ALGUNS CONCEITOS

Existem diversas ideias para o termo “política”, mas os dois termos de mais fácil definição, em inglês, são “policy” e “politics“. Enquanto o primeiro diz respeito à implementação de políticas públicas aos diversos setores interessados (sociais, industriais, estruturais, legislativos e de serviços públicos), o segundo termo se refere à política no seu âmbito mais obscuro: acordos, indicações, especulações e distribuição de cargos.

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Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus, Política

Sobre alguns filmes do Oscar 2015

oscar2015

Diferentemente do que costumo escrever neste espaço, seguem algumas de minhas análises de filmes indicados ao Oscar, cuja cerimônia de premiação está prevista para ocorrer no próximo domingo.

MELHOR FILME

Boyhood: Nota 5. Incrível. Simples, sem reviravoltas ou surpresas, mas de uma complexidade e retratação da realidade admiráveis. A cada ano que se passa na vida de Mason, parece que não nos damos conta de que o tempo passou (exatamente como em nossas vidas). Cada pessoa pode se identificar com dramas vividos em momentos distintos do filme. Perfeito!

Whiplash: Nota 5. Uma história que surpreende por mostrar um lado um pouco diferente da ideia “corra atrás dos seus sonhos”. Obstinação e persistência não necessariamente te levam ao sucesso (nesse sentido, assistam também ao documentário Anvil). Resume de maneira figurada o universo profissional (não somente artístico) ao qual as pessoas devem frequentemente se sujeitar. Atuação, roteiro, filmagem, tudo perfeito. E a cena final? De tirar o fôlego!

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Categoria(s): Artes e Cultura Geral, Escrito por Matheus

Uma pena…

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A saída de Graça Foster é uma pena. Para os leigos, parece que cai no colo dela a responsabilidade de toda a corrupção histórica da empresa, sendo que a maioria dos escândalos atuais tiveram origem na gestão do Gabrielli.

Tenho meus questionamentos a Graça (por exemplo, à terceirização da mão de obra na empresa), mas em minha opinião ela fez uma excelente gestão e é mais vítima que culpada.

…Deixo uma PERGUNTA: Porque todas as CPIs investigam a Petrobras apenas de 2003 para cá? Não havia corrupção antes?

…um QUESTIONAMENTO: Houve muito roubo na Petrobras por ela estar com muitos projetos em andamento? Ou houve vários projetos para se roubar mais? Cada um entende como quiser…

…Uma DICA: a quem está empolgado com a subida das ações, saiba que ainda está barato. Mas não se deixem empolgar pelos ganhos de curto prazo. Sob essa ótica, certamente venderão suas ações quando sair o veredito da investigação da SEC (Comissão da Bolsa de NY). Vai cair pelo menos uns 20% neste dia, se ele vier mesmo a se concretizar.
…Ou vai cair 5, 6% em algum dia da próxima semana e já vão se desesperar
… Ah, e saibam que os tubarões estão esperando a chegada das sardinhas compradoras (nos próximos dias) para vender suas ações com 20, 30% de lucro.. nada mal para uma ou duas semanas, não? Só que isso também trata de derrubar os preços das ações!

Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

Bengalas da ilusão

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Cresci em cidade pequena, mas era comum que viesse à cidade grande (mais precisamente ao Rio de Janeiro) pelo menos uma vez por mês. E me encantava com o que via, sobretudo as paisagens. Hoje, após alguns anos morando em Niterói, percebo que a beleza natural, a infinidade de espaços abertos, as possibilidades culturais e o dinamismo econômico atual são como bengalas que criam uma ilusão de que estamos vivendo bem. Mas a violência assusta.

Ainda que, de fato, os níveis de homicídios per capita no Rio de Janeiro entre 2008 e 2012 sejam os mesmos de minha cidade natal, Miguel Pereira (que parece ser muito mais tranquila), e que a sensação de insegurança se agrave com a cobertura midiática da temática “segurança pública/violência”, espanta a quantidade de notícias estarrecedoras de morte de policiais, morte de civis, morte de crianças, abordagens policiais inadequadas, tiro, porrada, bomba e balas perdidas.

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Crise hídrica, meio ambiente e má gestão

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Nota: peço desculpas pelo atraso na publicação deste texto. Infelizmente, algumas pendências pessoais me impediram de administrar o blog na última semana.

Todos os assuntos mais complexos, de maneira geral, são ignorados pelas pessoas.  A não ser que estes venham a afetar o seu dia-a-dia. E é exatamente isso que acontece quando se analisa a crise hídrica que se estende pelo Sudeste do país. A situação atual é resultado de um acúmulo de fatores que se agravaram com a escassez de chuvas. Apesar de pairar sobre a cabeça de muitos a certeza de que a causa principal da crise de abastecimento é a falta de chuvas, cabe destacar duas coisas:

1) a falta de chuvas é apenas a “cereja do bolo”, principalmente no caso de São Paulo;

2) apesar de haver a influência da ação antrópica no fenômeno, o mesmo em nada tem a ver com o aquecimento global.

Fica a pergunta: quais as outras causas do problema? Creio que seja importante apresentá-las em outras 2 temáticas: meio ambiente e gestão.

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Esperanças…

cristaosprotegemmuculmanos

1) Australianos mostram como reagir pacificamente e de maneira admirável com os praticantes do Islã, com o movimento I’ll ride with you.

2) União Européia decide retirar o Hamas da sua lista de grupos terroristas e não dará mais nenhum apoio a Israel.

3) O “comunista” Obama anuncia retomada de relações diplomáticas, reabertura de embaixadas e flexibilidade em viagens/fluxos migratórios EUA x Cuba x EUA, e pressiona o Congresso pelo fim do embargo econômico.

É, o mundo ainda tem esperança!

Estaríamos entrando na Era de Aquarius?

 

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Vale! Mas não vale! As ações da Petrobras

valuation

A Petrobras vale seu preço atual no mercado de capitais. Mas não vale. Não necessariamente o valor de mercado de uma empresa em bolsa representa o seu valor justo. Os dois conceitos são relativamente diferentes, embora sejam comumente confundidos. Sob essa ótica, uma ação pode estar cara (valor de mercado maior que o valor justo) ou barata (o contrário).

O valor DE MERCADO de uma empresa é determinado multiplicando-se a quantidade de ações da mesma pelo valor da cotação de cada ação. Assim, uma empresa com 10 ações valendo R$ 10 cada tem o valor de mercado de R$ 100. O preço de mercado é estabelecido sempre em cima do último valor negociado. Assim, se um dos acionistas vender sua ação a R$ 11, a empresa acima passa a valer, momentaneamente, R$ 110. Se alguém vender uma ação a R$ 9, a companhia passa a valer R$ 90.

No entanto, falar em mercado de capitais engloba outras considerações teóricas a serem feitas. A principal delas é que o valor MERCADO de uma empresa é dado pela soma de duas variáveis, a “valuation”, que avalia o valor JUSTO da empresa a partir de uma série de variáveis (como discutiremos), e as expectativas, que refletem os aspectos comportamentais do mercado em relação àquela empresa.

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Categoria(s): Economia, Escrito por Matheus

A saúde está um caos? Uma análise contracorrente

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“O SUS é uma porcaria!”

“Nada funciona!”

“A saúde está um caos!”

“Todo dia morre gente na fila dos hospitais!”

Todo mundo aponta as falhas do SUS. Mas poucas pessoas discutem o porquê destas. Muito menos apontam soluções. Acham que é fácil resolver todos os problemas do país. Mas se esquecem que temos dimensões continentais, incríveis desigualdades regionais e ainda poucos recursos (financeiros, científicos e humanos). Sem contar o aumento populacional dos últimos anos e a mudança no perfil das doenças.

Pois então, preenchendo essa lacuna, venho neste texto explicar alguns aspectos característicos da saúde no Brasil e explicitar um pouco da evolução do setor.

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Notícias de um mundo bolivariano

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UOL – Cerca de 74% dos suíços não querem mais barreiras à imigração

O Globo – Obama assina lei que aumenta teto da dívida pública americana

DCM – A regulação da mídia na Suécia

BBC – Suécia reconhece o Estado da Palestina

R7 / IG / Publico.pt – EUA, França, Islândia e Índia aumentam impostos sobre os mais ricos

O Globo – Reino Unido aprova regulação da mídia

 

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