Categoria: Estilo de Vida

Que comecem os jogos!!!

rio2016

Enfim, chegou! Muita gente vibrou, muito mais gente chiou. Entre empolgados e reclamões, salvam-se todos. As Olimpíadas estão aí. Talvez a maior contribuição grega para a cultura mundial depois da filosofia. A pira olímpica, após atravessar o país recheada de polêmicas, chegou ao estado do Rio. E também vêm chegando atletas de todo o mundo. Agora, não há mais diferenças de religião, cor, classe social ou aquelas simplesmente delimitadas por linhas imaginárias na superfície terrestre (enquanto Trump não constrói seu muro). Serão atletas, do mundo inteiro, diferentes em origem, patrocínio, biotipo, esportes, pretensões, sonhos, idades, tudo mais. Um evento que funciona como uma ponte, num mundo onde só muros têm sido construídos.

Todos reclamamos. Eu, você, o amigo em comum, o desconhecido. O legado poderia ser maior. Também tive vontade de apagar a tocha, mas me render ao discurso fácil, neste momento, seria errado. O Rio, que abriu sua “década no Centro do Mundo” com os singelos Jogos Panamericanos, sediou também a Rio+20, a JMJ e a Copa do Mundo, encerrando este ciclo com as faustosas Olimpíadas.

Estive hoje pela manhã no aeroporto e dei um pulinho ali do lado para acompanhar a chegada de alguns atletas. Poucos chegaram naquele tempo, mas minha empolgação deixou claro para mim mesmo que já estou no “clima olímpico”.

Ao mesmo tempo, nunca se viu o terror tão forte no mundo, e com ele alguns lobos solitários de formação e religião desconhecidas. E isso, também, acaba coincidindo com o evento justamente por aqui.

E, como acho que vai ser? Vamos repetir a Copa! Lembram-se de que na Copa achávamos que o Brasil seria um sucesso nos campos, e um fracasso fora deles, e que no final das contas erramos nas duas previsões? Então, já vejo profetas do caos dizendo que, nas Olimpíadas, seremos um fracasso nas quadras, e outro fracasso fora delas. Sabem o que acho? Erraremos nas duas previsões, de novo. Seremos um sucesso nas quadras. E um sucesso fora delas. Por quê? Explico nas linhas a seguir…

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Categoria(s): Artes e Cultura Geral, Escrito por Matheus, Estilo de Vida, Serviços Públicos

Intercâmbio acadêmico

Imagem: O Globo

Imagem: O Globo

Fui criado numa cidade pequena , por uma família relativamente conservadora. Talvez não tanto, uma vez que eu e meus primos saímos ainda novos para estudar fora. Ou seja, meus tios não criaram seus filhos para si, e sim para o mundo, ao contrário do que se pode ver em outras cidades pequenas  por aí. Por outro lado, bastante conservadora, ao ponto de parte de seus membros (não os meus pais) defenderem uma série de ideias tipicamente conservadoras, como “bandido bom é bandido morto”. Uma família conservadora, mas, ao mesmo tempo, de bom coração. Nunca esbanjamos, muito do que tínhamos era doado, sempre nos preocupamos muito com a causa dos mais pobres.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Estilo de Vida, Pessoais

O retorno de Jesus

Old City from the Mount of the Olives

Seja pela sua fé, pela história, pelos círculos sociais em que vivemos, poucos não sabem que as escrituras pregam o retorno de Jesus Cristo ao mundo. OK, pode ser que seguidores do Islã ou de religiões orientais não tenham conhecimento, mas também não acho que eles me leem. Certamente os cristãos por vezes se questionam: “quando é que Cristo volta?”. Ao analisarmos a questão do tempo, pode ser que demore: cientistas não têm certeza sobre quando surgiu o universo, mas parece existir um consenso de que este tem uma idade entre 10 e 20 bilhões de anos. A Terra, estima-se, teria aproximadamente 4,5 bilhões de anos. A partir destas informações, notamos que Jesus “veio ontem”. No entanto, quando comparamos com a história da humanidade (algo entre 5 mil e 12 mil anos), Jesus já veio há algum tempo.

Com as redes sociais e a informação “a um clique”, o mundo atual diferencia-se muito daquele dos tempos de Cristo. Boas ou ruins, as informações estão disponíveis. Dúvidas podem ser rapidamente sanadas por meio de uma consulta no Google. Pessoas se automedicam, tanto com remédios como psicologicamente. Grupos terroristas se espalham. Boatos (e verdades) se espalham rapidamente. Tudo nos chega, e muitas vezes as informações não são filtradas.

Alguns aprenderam as lições de Cristo: hoje nos solidarizamos mais com a questão dos refugiados, com a questão da África, somos mais tolerantes em relação ao diferente, buscamos uma vida mais ecológica e menos dependente do dinheiro. Por outro lado, muitos parecem não ter aprendido nada. Refugiados, imigrantes, negros, praticantes de religiões diferentes, homossexuais, pobres, não recebem dos seres humanos o amor que Jesus nos ensinou a dar. O discurso religioso, inclusive, é usado para legitimar o mal e o ódio.

Como dizem as escrituras, Jesus voltará algum dia. E se fosse hoje? Vejamos como seria.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Estilo de Vida, Sociologia

Rótulos

rotulo

Fiz ótimos amigos na UFF. Divergências à parte, formamos um grupo bastante unido. Sempre nos reunimos em aniversários, datas comemorativas, happy hours e no final de ano, quando participamos de um amigo oculto.

Eu nunca gostei muito de escolher os presentes que queria receber. Mas dessa vez acabei optando por listar uma série de livros que me interessavam. Ganhei de presente o livro “O Estado Empreendedor”, de Mariana Mazzucato. Logo começaram as provocações: “seu comunista” foi a principal delas. Rótulos, sempre eles. E essa mania que as pessoas têm, de imaginar que eventuais características de um grupo são inerentes a todos seus participantes.

Todos já generalizamos. E erramos.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Estilo de Vida, Política

Bengalas da ilusão

violencia

Cresci em cidade pequena, mas era comum que viesse à cidade grande (mais precisamente ao Rio de Janeiro) pelo menos uma vez por mês. E me encantava com o que via, sobretudo as paisagens. Hoje, após alguns anos morando em Niterói, percebo que a beleza natural, a infinidade de espaços abertos, as possibilidades culturais e o dinamismo econômico atual são como bengalas que criam uma ilusão de que estamos vivendo bem. Mas a violência assusta.

Ainda que, de fato, os níveis de homicídios per capita no Rio de Janeiro entre 2008 e 2012 sejam os mesmos de minha cidade natal, Miguel Pereira (que parece ser muito mais tranquila), e que a sensação de insegurança se agrave com a cobertura midiática da temática “segurança pública/violência”, espanta a quantidade de notícias estarrecedoras de morte de policiais, morte de civis, morte de crianças, abordagens policiais inadequadas, tiro, porrada, bomba e balas perdidas.

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Fica difícil saber

Nada sei

Nos últimos dias, Roberto Bolaños deixou o mundo. Aí surgiram pelas redes sociais algumas centenas de homenagens que me fizeram perguntar: será que todos eram, de fato, FÃS de Chaves assim? Ou foi um movimento de corrente e “necessidade de postar algo a respeito” que fez com que todos o homenageassem?

Chaves era, de fato, um seriado genial. Mas não vou analisá-lo ou homenageá-lo por 2 motivos:

1) porque muitos já o fizeram.

2) porque eu nunca tive muita paciência pras mesmas piadinhas de sempre. Sempre fui meio vidrado em informações.

Mas, vamos ao que interessa…

Eu não sei o que dizer do superávit primário, nem o que pensar dos novos ministros da Dilma…

Não sei o que pensar da nossa derrota na Copa do Mundo e do seu impacto quando nos lembrarmos do 7 a 1 no futuro.

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Cara, parques de diversão são demais

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Todo mundo tem lembranças eternas da infância. Também tenho as minhas. Ainda que eu tenha tido medos estranhos (nunca entrei num daqueles pula-pulas infláveis, fechados, por medo de morrer sufocado).

Fiz viagens inesquecíveis para Cabo Frio com a família (todo ano passávamos uns 10 dias por lá), e certamente me lembrarei destas para sempre. Mas se algo realmente me encantava (e ainda me encanta), eram os parques de diversão.

Não, não é a Disney… nem mesmo aqueles mega-parques nacionais, como o Hopi Hari e o Beto Carrero. Me refiro, na verdade, àquele parque da esquina, que chega para a festa junina do bairro ou para as exposições agropecuárias.

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A importância de se andar de bicicleta

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Ao ler o título desta publicação, muitos talvez estejam pensando este que vos fala é mais um “eco-chato”, que virá a discutir a visão tradicional de sustentabilidade, da importância de não utilizar o carro, ou então que eu vá listar os benefícios do ciclismo (e outras atividades físicas) para a sua saúde. Embora eu defenda os benefícios médicos e ambientais da bicicleta, engana-se quem pensa que pretendo me referir a isso.

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Sobre bandidos, vida e oportunidades

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Se há um debate bastante amplo neste país, este engloba a violência e o tratamento que deve ser dado àqueles que cometem delitos. No Rio de Janeiro, não é raro ouvir casos de bandidos, traficantes, supostos bandidos e moradores da favela sendo tratados de maneira brutal pela polícia. Diversos lamentáveis casos recentes (noticiados) podem ser lembrados: o do adolescente que foi acorrentado a um poste com uma tranca de ferro e cruelmente agredido por populares, o caso de 6 adolescentes inocentes que foram brutalmente mortos pela polícia como vingança à morte de uma policial em alguma operação que não me lembro, a morte de vários jovens numa operação na favela da Maré e o caso de tortura e desaparecimento do pedreiro Amarildo, além dos casos de DG, Cláudia e do menino assassinado no Sumaré.

Antes que me acusem de estar defendendo apenas um lado, respondo-lhes que não. Estou criticando o sistema: o ódio e a repressão culminam em mais violência e ódio contra a nossa polícia, resultando também na morte de muitos policiais.

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Trabalho, saúde e consumismo: o terceiro de três tripés

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Sou muito grato à UFF pela formação generalista que ela me proporcionou. Acho que, apesar da melhor infraestrutura de algumas faculdades particulares, as faculdades públicas trazem uma visão social e humanista que certamente não se faz presente nas grandes escolas de negócios (tampouco nos grandes negócios de escolas). Na formação de engenheiros, uma abordagem bastante enfatizada é um conceito do desenvolvimento sustentável, que enuncia a necessidade de equilíbrio entre 3 vertentes: Social, Econômica e Ambiental. Esta é uma condição fundamental para que se satisfaça um ciclo virtuoso onde as condições dignas de vida, o desgaste do planeta e o desenvolvimento econômico convivam num mesmo espaço. Em qualquer projeto ou empreendimento, deve-se garantir um equilíbrio dos três aspectos.

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Olá, mundo

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Como amigos da área de computação costumam fazer, as palavras “Olá, mundo” são as primeiras ditas quando entram num novo desafio digital. Aquilo que para eles costuma ser o desenvolvimento de um software ou de um site, para mim nada mais é que um novo projeto ao qual pretendo me dedicar a partir deste momento.

Num primeiro momento, creio que poucas pessoas vão ler esta publicação. O “Humanizando Números” certamente conta com poucos seguidores neste seu início. Mas pode ser que você esteja lendo isso após algum sucesso de expansão do projeto.

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