Categoria: Política

Impeachment do processo civilizatório

(por Eduardo Fagnani*, para a Le Monde Diplomatique)

*professor do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador do Cesit – Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho.

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O objetivo de construir uma sociedade civilizada, democrática e socialmente justa deveria ser um dos núcleos de um projeto nacional. A Constituição de 1988 representa um marco do processo civilizatório do país. Pela primeira vez em mais de cinco séculos, ela assegurou formalmente a cidadania plena (direitos civis, políticos e sociais) para todos os brasileiros. O novo ciclo democrático inaugurado por ela, associado aos avanços sociais obtidos na década passada, contribuiu para a melhoria do padrão de vida da população, especialmente dos mais pobres.

Não obstante, o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo. Essa marca tem raízes históricas ditadas pela industrialização tardia, pela curta e descontinuada experiência democrática e, especialmente, pelo longo passado escravocrata, cujo legado foi uma massa de analfabetos sem cidadania. Em pleno século XXI, o país ainda não foi capaz sequer de enfrentar desigualdades históricas herdadas de mais de três séculos de escravidão. Observe-se que, segundo estudo da ONU, a pobreza no Brasil tem cor: mais de 70% das pessoas vivendo em extrema pobreza no país são negras; 64% delas não completam a educação básica; 80% dos analfabetos brasileiros são negros; os salários médios dos negros são 2,4 vezes mais baixos que o dos brancos. No Rio de Janeiro, 80% das vítimas de homicídios resultantes de intervenções policiais são negras. A taxa de assassinatos de mulheres também tem clara dimensão racial. Entre 2003 e 2013, o assassinato de mulheres brancas caiu 10%; no mesmo período, o de negras subiu 54%.(1)

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O golpismo de ontem e de hoje

(por Jessé Souza*, para a Le Monde Diplomatique)

*Professor titular de Ciência Política da UFF e presidente do Ipea. Autor de A tolice da inteligência brasileira, recentemente lançado pela Leya. Este artigo é uma versão atualizada e modificada do último capítulo dessa obra.

golpismo

Essa história tem larga tradição entre nós. Ela funciona do mesmo modo desde o começo do século XX – quando o Brasil começou a se transformar em sociedade urbana e industrial – e reúne os mesmos elementos: imprensa conservadora, setores moralistas da classe média e interventores da ordem constitucional

Durante todo o ano de 2015, o segundo mandato da presidenta Dilma foi marcado por intenso ataque, seja da mídia, seja do Congresso Nacional, e de suas chamadas “pautas bomba”. A presidenta eleita foi posta na defensiva e ameaçada por diversos pedidos de impeachment, além de ter sido pressionada para renunciar desde o início de seu segundo mandato. É que ela, no auge de sua popularidade, ao contrário da estratégia de conciliação de interesses contrários do presidente Lula, ousou se opor aos interesses do capital especulativo brasileiro. A intenção era parar a drenagem de recursos do excedente social de todos para o bolso da meia dúzia que controla a economia, a política e a mídia entre nós, e encaminhá-los para o setor produtivo. A estratégia não só foi sabotada pela elite, como a cobrança da fatura pela ousadia está vindo agora.

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Novo? Não sinto credibilidade

Quando às vezes me pego pensando pra onde vai a política brasileira, tem algo me assusta tanto quanto o Bolsonaro bem cotado. Com direito a um nome que se pretende descolado: Partido Novo.

Comumente divulgado por alguns amigos, o Partido Novo tem, entre seus fundadores, engenheiros, médicos, advogados e administradores.

OBS:
Nenhum cientista político;
Nenhum sociólogo;
Nenhum especialista em políticas públicas;
Nenhum economista de viés desenvolvimentista;
Nenhum técnico/especialista em saúde pública.

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Rótulos

rotulo

Fiz ótimos amigos na UFF. Divergências à parte, formamos um grupo bastante unido. Sempre nos reunimos em aniversários, datas comemorativas, happy hours e no final de ano, quando participamos de um amigo oculto.

Eu nunca gostei muito de escolher os presentes que queria receber. Mas dessa vez acabei optando por listar uma série de livros que me interessavam. Ganhei de presente o livro “O Estado Empreendedor”, de Mariana Mazzucato. Logo começaram as provocações: “seu comunista” foi a principal delas. Rótulos, sempre eles. E essa mania que as pessoas têm, de imaginar que eventuais características de um grupo são inerentes a todos seus participantes.

Todos já generalizamos. E erramos.

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O setor privado

(por Guilherme Santos Mello*, em sua página do Facebook)

Professor do Instituto de Economia da Unicamp e da Facamp

Fonte: IP3

Fonte: IP3 (A TetraTech Company)

 “Dizem que o Brasil está vivendo uma crise política e “moral”. Para alguns, uma crise decorrente da forma que o PT decidiu governar o país, na base da corrupção e do toma-lá-dá-cá. Por que isso não existia antes, foi uma decisão do PT corromper o Estado Brasileiro e fazer com que político, empresários e banqueiros virassem bandidos.

O mais curioso, no entanto, é que tem mais empresário, advogado, banqueiro, consultor, etc… do que político envolvido na história. Os principais empreiteiros do país estão na cadeia. Um dos principais banqueiros do país está na cadeia. As principais empresas automobilísticas instaladas no país estão sendo investigadas suspeitas de corrupção (na Zelotes). A principal mineradora do país está envolvida em um crime de proporções bíblicas, provavelmente ligado a corrupção. Os principais bancos e a principal empresa de comunicação do país está sendo investigada por sonegação fiscal e compra de acordos no CARF. Bancos e fundos de investimento são suspeitos de manipulação criminosa da taxa de câmbio, fato já visto ao redor do mundo.

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Um guia para leigos (parte 2): Eduardo Cunha

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Dando continuidade à proposta do último texto (Um gua para leigos – parte 1), pretendo tentar trazer para vocês as raízes históricas e políticas de nosso país que culminaram na chegada de Eduardo Cunha à presidência da Câmara. De antemão, peço desculpas aos amigos historiadores por eventuais erros e omissões.

Para que se compreenda qualquer contexto num cenário mundial, seria necessário voltar alguns anos na história. Poderia analisar a partir da chegada da Corte de Portugal ao Brasil, a partir da Velha República ou a partir da Era Vargas, mas começarei a análise a partir dos tempos da ditadura militar. No contexto mundial, deixarei meus interlocutores situados sobre alguns aspectos do cristianismo no mundo.

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Um guia para leigos (parte 1): PT e PSDB

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As opiniões políticas que emito neste espaço, geralmente, acabam sendo lidas por pessoas com uma orientação política mais próxima à minha (que costumam seguir meu blog), assim como as publicações no Face são “filtradas” de acordo com o que cada um está acostumado a ler/curtir. Neste momento, no entanto, pretendo tentar trazer para vocês as raízes histórico-políticas de nosso país que culminaram na chegada de PT e PSDB ao poder e na rivalidade entre os dois partidos. De antemão, peço desculpas aos amigos historiadores por eventuais erros e omissões.

Para que se compreenda qualquer contexto num cenário mundial, seria necessário voltar alguns anos na história. Poderia analisar a partir da chegada da Corte de Portugal ao Brasil, a partir da Velha República ou a partir da Era Vargas, mas começarei a análise a partir dos tempos da ditadura militar…

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O Rio (de contrastes) no centro do mundo

rio centro mundo

Cristo Redentor, durante a final da Copa do Mundo

Olimpíadas, Copa do Mundo, Copa das Confederações, Jogos Panamericanos, Jornada Mundial da Juventude, Rio+20, TED, Fórum dos BRICS, Prêmio Laureus do esporte. O que estes eventos têm em comum? Nos 10 anos compreendidos entre 2007 e 2016, são eventos que foram, parcial ou integralmente, sediados pelo Rio de Janeiro.

O Rio sempre foi marcado pelos contrastes. Não, não vou cair no lugar comum e comparar as favelas, com saneamento básico e serviços públicos deficientes, aos luxuosíssimos edifícios de Ipanema, Leblon e Lagoa… até porque, com a melhor distribuição de renda no país, a pobreza extrema acaba amenizada, o que é bom… Tampouco vou discutir sobre as alegrias e preocupações dos cariocas, nem sobre os “branquelos” gringos que vêm pra cá e se apaixonam pelas nossas “mulatas”.

Não há dúvidas de que o Rio é hoje a metrópole em maior evidência global. Este texto se propõe a analisar as externalidades positivas e negativas capturadas pela cidade na década 2007-2016.

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Para ouvir e refletir

Uma análise bem completa do professor Marco Aurélio Cabral Pinto sobre o momento atual global e do BRASIL, sob a ótica da soberania e independência do país, geopolítica do petróleo, ajuste fiscal e trade-off inflação/desemprego, discussão “rasa” da corrupção, “interesses globais financeiros” em 3 temas centrais:

1) Crises financeiras, guerras, interesses estratégicos, extremismo, nacionalismo e instabilidade.
2) Petróleo e sua importância geopolítica no contexto acima, Petrobras, subsidiárias e SeteBrasil, verticalização da indústria nacional e desenvolvimento tecnológico brasileiro e recursos do pré-sal.
3) Construção civil, “ataque às empreiteiras”, infraestrutura urbana e serviços públicos como mobilidade urbana, saúde e saneamento, além de integração sulamericana (inclusive porto de Mariel).
Vale ouvir cada palavra….

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Fisiologismo, ajuste fiscal e direitos trabalhistas

cunha underwood

Eduardo Cunha e Francis Underwood têm muito em comum

Nunca acompanhei um seriado em minha vida. Mas tenho me interessado bastante por House of Cards, da Netflix. Qual a temática deste? Política. Talvez não haja assunto mais complexo. Ok, excetuando-se a física quântica e o “mistério da vida”. Este texto discorrerá exatamente sobre isso: a tal crise político-econômica atualmente instituída

ALGUNS CONCEITOS

Existem diversas ideias para o termo “política”, mas os dois termos de mais fácil definição, em inglês, são “policy” e “politics“. Enquanto o primeiro diz respeito à implementação de políticas públicas aos diversos setores interessados (sociais, industriais, estruturais, legislativos e de serviços públicos), o segundo termo se refere à política no seu âmbito mais obscuro: acordos, indicações, especulações e distribuição de cargos.

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Bengalas da ilusão

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Cresci em cidade pequena, mas era comum que viesse à cidade grande (mais precisamente ao Rio de Janeiro) pelo menos uma vez por mês. E me encantava com o que via, sobretudo as paisagens. Hoje, após alguns anos morando em Niterói, percebo que a beleza natural, a infinidade de espaços abertos, as possibilidades culturais e o dinamismo econômico atual são como bengalas que criam uma ilusão de que estamos vivendo bem. Mas a violência assusta.

Ainda que, de fato, os níveis de homicídios per capita no Rio de Janeiro entre 2008 e 2012 sejam os mesmos de minha cidade natal, Miguel Pereira (que parece ser muito mais tranquila), e que a sensação de insegurança se agrave com a cobertura midiática da temática “segurança pública/violência”, espanta a quantidade de notícias estarrecedoras de morte de policiais, morte de civis, morte de crianças, abordagens policiais inadequadas, tiro, porrada, bomba e balas perdidas.

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Crise hídrica, meio ambiente e má gestão

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Nota: peço desculpas pelo atraso na publicação deste texto. Infelizmente, algumas pendências pessoais me impediram de administrar o blog na última semana.

Todos os assuntos mais complexos, de maneira geral, são ignorados pelas pessoas.  A não ser que estes venham a afetar o seu dia-a-dia. E é exatamente isso que acontece quando se analisa a crise hídrica que se estende pelo Sudeste do país. A situação atual é resultado de um acúmulo de fatores que se agravaram com a escassez de chuvas. Apesar de pairar sobre a cabeça de muitos a certeza de que a causa principal da crise de abastecimento é a falta de chuvas, cabe destacar duas coisas:

1) a falta de chuvas é apenas a “cereja do bolo”, principalmente no caso de São Paulo;

2) apesar de haver a influência da ação antrópica no fenômeno, o mesmo em nada tem a ver com o aquecimento global.

Fica a pergunta: quais as outras causas do problema? Creio que seja importante apresentá-las em outras 2 temáticas: meio ambiente e gestão.

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A saúde está um caos? Uma análise contracorrente

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“O SUS é uma porcaria!”

“Nada funciona!”

“A saúde está um caos!”

“Todo dia morre gente na fila dos hospitais!”

Todo mundo aponta as falhas do SUS. Mas poucas pessoas discutem o porquê destas. Muito menos apontam soluções. Acham que é fácil resolver todos os problemas do país. Mas se esquecem que temos dimensões continentais, incríveis desigualdades regionais e ainda poucos recursos (financeiros, científicos e humanos). Sem contar o aumento populacional dos últimos anos e a mudança no perfil das doenças.

Pois então, preenchendo essa lacuna, venho neste texto explicar alguns aspectos característicos da saúde no Brasil e explicitar um pouco da evolução do setor.

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Notícias de um mundo bolivariano

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UOL – Cerca de 74% dos suíços não querem mais barreiras à imigração

O Globo – Obama assina lei que aumenta teto da dívida pública americana

DCM – A regulação da mídia na Suécia

BBC – Suécia reconhece o Estado da Palestina

R7 / IG / Publico.pt – EUA, França, Islândia e Índia aumentam impostos sobre os mais ricos

O Globo – Reino Unido aprova regulação da mídia

 

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Crise de representatividade, grupos coesos e voto facultativo

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Passadas as eleições, gostaria de voltar à temática política. Não, não vou comentar aspectos econômicos ou nenhum outro item de responsabilidade do Executivo Federal. Falarei de nossos parlamentares. E não cairei na mesmice de apresentar um estudo sobre a corrupção destes grupos, sobre os altos salários de nossos deputados e senadores ou outros aspectos semelhantes. Abordarei a questão da real representatividade destes em relação ao povo brasileiro.

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A gestão petista da Petrobras

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Quem me acompanha há algum tempo, talvez perceba que eu tento trazer uma visão dos erros e acertos de cada partido político, seja ele o PT, o PSDB, o PMDB, o PSOL, o DEM ou qualquer outro. Talvez não seja difícil perceber, ainda, que tenho uma visão política mais à esquerda, com posicionamento político que varia entre votos no PT e votos em partidos mais à esquerda. Após a vitória de Dilma, as ações da Petrobras caíram, ontem, mais de 10%. Hoje as mesmas subiram mais de 3%. Amanhã e, possivelmente, na quinta-feira, os movimentos de alta se manterão. Ou seja: não passou de um movimento especulativo de curto prazo.

Neste âmbito de “guerra política” no Brasil, certamente a empresa mais citada é a Petrobras. Os últimos resultados financeiros apresentados pela empresa têm surpreendido a todos, sobretudo aos mais pessimistas. Diante deste cenário de horror em que se declara insistentemente haver uma “crise da Petrobras“, parecendo prenunciar a iminente falência da empresa, decidi escrever sobre o tema.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Política

Meus questionamentos a Aécio

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Diante do ódio que se propagou pela rede nos últimos dias, preciso externar aqui, de maneira saudável, alguns fatores econômico-institucionais que certamente me influenciaram a votar em Dilma no próximo domingo. E sobre os quais Aécio deixa de falar. Não vou entrar aqui na questão do governo de Aécio em Minas, das censuras de Aécio à mídia e às redes sociais e nem nas questões de comportamento pessoal do Senador. Tratam-se apenas de questionamentos propositivos.

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Bolsa Família, imediatismo e o ensinar a pescar

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Com a proximidade das eleições, torna-se ainda mais comum ouvir questionamentos às políticas sociais do governo, sobretudo ao Bolsa Família, alegando que este cria uma massa de pessoas desinteressadas, geralmente usando adjetivos bastante pejorativos para tal. Sempre vem à tona o argumento de que “é necessário ensinar a pescar, e não a dar o peixe”. E então surgem algumas perguntas:

1) O programa é mesmo necessário ou trata-se de um mecanismo para compra de votos?

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Os porquês do Brasil

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Não é incomum entreouvir as pessoas dizerem que as causas dos avanços ainda incipientes do Brasil, que vão desde a economia até a sociedade e os serviços públicos, têm sempre a mesma origem. Pensar um pouco “fora da caixa” implica em fugir do lugar comum que culpabiliza a corrupção, a má gestão e o sistema educacional como as únicas razões dos serviços públicos brasileiros ainda estarem distantes, em qualidade e eficiência, dos europeus, não deixando de reconhecer, no entanto, que estas ainda são questões crônicas do país. Entre as razões que certamente explicam o melhor funcionamento das coisas pelos países europeus, pode-se destacar aspectos históricos, geográficos, democráticos e culturais.

1) Comecemos, portanto, pelos HISTÓRICOS:

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Os erros do PT

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Na medida em que mais textos sobre Política e Economia forem publicados neste blog, ficará clara a minha opção pela continuidade do PT na presidência da República. No entanto, não sou petista. Acho que a condenação de José Dirceu foi justa e consigo reconhecer os erros do partido. E neste sentido, seguem minhas críticas:

- o fato de não ter feito as grandes reformas que o país precisa: Lula, por sua popularidade, poderia ter batido de frente com toda a classe política para fazer tais reformas. Tenho a visão de que o torneiro mecânico teria total respaldo social para fazê-las. E aí incluo a Reforma Política (com destaque para a discussão sobre financiamento de campanha), e a Reforma Tributária (juntamente com a Federativa), com a simplificação do sistema tributário (o que não quer dizer reduzir a carga tributária) e o aumento dos impostos sobre os mais ricos (tributação progressiva).

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