Novo? Não sinto credibilidade

Quando às vezes me pego pensando pra onde vai a política brasileira, tem algo me assusta tanto quanto o Bolsonaro bem cotado. Com direito a um nome que se pretende descolado: Partido Novo.

Comumente divulgado por alguns amigos, o Partido Novo tem, entre seus fundadores, engenheiros, médicos, advogados e administradores.

OBS:
Nenhum cientista político;
Nenhum sociólogo;
Nenhum especialista em políticas públicas;
Nenhum economista de viés desenvolvimentista;
Nenhum técnico/especialista em saúde pública.

Tive o trabalho de visitar o site do Novo. As diretrizes estratégicas do programa do partido são:

- Liberdades individuais com responsabilidade;
– Indivíduo como único e exclusivo gerador de riqueza;
– Todos são iguais perante a lei;
– Livre mercado;
– Indivíduo como agente das mudanças;
– Visão de longo prazo.

Todo um bla bla bla corporativo que, além de egoísta e de não dizer nada, nada tem a ver com os problemas reais do povo no dia a dia. Ou vocês acham que tem?

Acham que governar um país é igual a comandar uma empresa. Estão enganados.

Alguns poucos pontos:

1) Uma empresa pode fazer qualquer coisa, menos aquilo que a lei o proíbe. Um governo só pode fazer aquilo que a lei o permite

2) Numa empresa, pode-se demitir funcionários que não contribuem para seu funcionamento. Que tenham visão totalmente antagônica à estratégia da empresa. Faça isso com inúmeros parlamentares, lobistas, etc

3) Numa empresa, geralmente se agregam produtos/serviços comuns ou conjuntos de produtos/serviços que tenham pontos em comum, permitindo grandes ganhos de escala. Um governo tem que cuidar de temas tão dispersos como Cultura e Previdência, Assuntos Econômicos e Políticas para os produtores rurais.

De fato, há um pouco de incompetência e um pouco de ineficiência. Mas governar um país, do tamanho do Brasil, passa longe de ser fácil.

Categoria(s): Escrito por Matheus, Política, Reflexões curtas

Loading Disqus Comments ...
Loading Facebook Comments ...