Prazer

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Já não é de hoje que eu gosto de escrever e discutir assuntos distintos. Há algum tempo eu me interesso pela temática social e humana. Mas pode haver algo de estranho nisso. Eu sou engenheiro, já graduado, e quase mestre em Engenharia.

Sim, eu me encanto com os números e tenho bastante facilidade com eles. Desde pequeno. No ensino básico, era um aficcionado pela matemática. Lembro bem que eu não era lá um grande fã de História, mas sempre gostei muito de Geografia. Não cheguei a conhecer muito de Sociologia e Ciência Política à época, mas hoje me vejo bastante interessado por tais ciências, talvez pela proximidade com o outro que elas nos proporcionam, talvez pela magia de buscarem explicações para o mundo em vez de simplesmente moldarem as pessoas para que se adaptem ao “sistema”.

Há pouco tempo atrás, tive a oportunidade de ler um livro de Duncan Watts, intitulado “Tudo é óbvio (desde que você saiba a resposta)”, que discorre sobre o quanto o senso comum nos pode enganar. Na introdução deste livro, o autor, formado em Física, mas hoje professor de Sociologia, comenta que não são raros os casos de cidadãos que se graduam em ciências exatas, mas que cada vez mais se interessam em seguir as ciências humanas. Guardando as devidas proporções, creio que eu esteja nas estatísticas de Watts. É importante conhecer horizontes distintos, conversar com pessoas que pensem diferente de você. Já dizia o lendário guitarrista Frank Zappa: “A mente humana é como um pára-quedas. Só funciona aberta.”

Não acredito que seja a hora de fazer uma imersão introspectiva para buscar os porquês de eu me interessar bastante pelas ciências humanas. Sempre tive uma visão de que cidadãos ligados às ciências humanas eram todos “doidões”. Apesar de ser uma visão social carregada de preconceito, não deixa de ter um fundo de verdade, se observarmos alguns casos de pessoas totalmente desprendidas de bens materiais e que vivem “a Deus dará”, apesar das oportunidades de vida a que tiveram acesso. Tomemos dois exemplos: Alexander Supertramp (cuja história deu origem ao filme e ao livro “Na Natureza Selvagem”) e o filósofo de rua Eduardo Marinho (muitos de seus vídeos estão pelo Youtube), que viveu por um bom tempo junto a moradores de rua.

Jamais viveria como os cidadãos acima citados. Já assisti ao filme que conta a história do primeiro e já presenciei uma palestra do segundo. Suas maneiras de pensar me abriram a mente para uma série de questões. Diferentemente dos fãs do filme e da plateia da palestra, no entanto, acredito que tive racionalidade o suficiente para relativizar algumas das reflexões trazidas. Diferentemente dos cidadãos de humanas, que talvez tendam a encarar todo o exposto como realidade, minha formação em exatas e sobretudo minha noção de viabilidade econômico-financeira das coisas ajudaram nesta relativização.

Não chego nem perto de algumas das pessoas que mais admiro neste segmento intelectual, mas pretendo trazer a vocês, com minha simplicidade, um pouco do meu ponto de vista sobre distintos assuntos. Talvez eu não traga uma fundamentação teórica completa sobre determinado assunto, visto que são necessários anos e anos de leitura, estudo e absorção de conhecimento pra que se chegue aos pés de um filósofo como Mário Sérgio Cortella, de um economista como Celso Furtado, de um físico como Marcelo Gleiser, ou de um teólogo como Leonardo Boff (apenas para citar alguns autores que admiro).

Quando possível, tentarei trazer, com números, os fundamentos para as temáticas humanas debatidas neste espaço. É uma maneira de tentar evitar termos demasiadamente técnicos, uma vez que estes não fazem parte do meu cotidiano e, possivelmente, também não fazem parte do cotidiano de meus leitores.

Peço desculpas por qualquer erro de português ou erro conceitual que por ventura possa surgir. Tenho alguns vícios de linguagem e careço de um vocabulário mais rico.

Uma vez por semana, às terças-feiras, serão publicados textos próprios, ligados a temas diversos. Em outros momentos oportunamente convenientes, podem ser postados outros textos, frases de personalidades, réplicas de textos de outros autores ou, se me permitirem, trarei de volta algum texto anteriormente publicado por mim. Favoritem este blog e o acompanhem, a ideia é criar um espaço livre para discussões e sugestões. Curtam também a nossa página no Facebook, no menu à direita, e divulguem o espaço para outras pessoas.

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Categoria(s): Escrito por Matheus, Pessoais

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