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A equipe do pré-sal e o Brasil hoje

Entrevista com Guilherme Estrella, que chefiou, de 2003 a 2012, a equipe que descobriu o pré-sal, para o Estadão

Guilherme Estrella (Fonte: Petrobras – Fatos e Dados)

RIO – Após o Senado aprovar o fim da exclusividade da Petrobrás na liderança do pré-sal, o ex-diretor de Exploração e Produção da petroleira, Guilherme Estrella, que chefiou, de 2003 a 2012, a equipe que descobriu o pré-sal, disse em entrevista ao Estado torcer pelo veto da presidente Dilma Rousseff ao novo marco legal, que acaba com a obrigatoriedade de a estatal participar de todos os blocos do pré-sal. Para o geólogo que ingressou na estatal ainda monopolista de 1965, as multinacionais “só querem ficar com o filé mignon”. Disse ainda que “não pode uma empresa petrolífera ser gerenciada como um banco”. A seguir, os principais trechos da entrevista.

O País deve o pré-sal à Petrobrás?

Não digo que deva à Petrobrás. A empresa cumpriu sua missão. Essa grande transformação do Brasil num país independente, com autonomia em energia, fertilizantes e petroquímicos foi o trabalho dos últimos 15 anos. O pessoal (funcionários) está de cabeça baixa (por causa das denúncias de corrupção). Vamos separar as coisas. Fizemos um grande trabalho. Aliás, eu vim aqui dizer isso.

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O setor privado

(por Guilherme Santos Mello*, em sua página do Facebook)

Professor do Instituto de Economia da Unicamp e da Facamp

Fonte: IP3

Fonte: IP3 (A TetraTech Company)

 “Dizem que o Brasil está vivendo uma crise política e “moral”. Para alguns, uma crise decorrente da forma que o PT decidiu governar o país, na base da corrupção e do toma-lá-dá-cá. Por que isso não existia antes, foi uma decisão do PT corromper o Estado Brasileiro e fazer com que político, empresários e banqueiros virassem bandidos.

O mais curioso, no entanto, é que tem mais empresário, advogado, banqueiro, consultor, etc… do que político envolvido na história. Os principais empreiteiros do país estão na cadeia. Um dos principais banqueiros do país está na cadeia. As principais empresas automobilísticas instaladas no país estão sendo investigadas suspeitas de corrupção (na Zelotes). A principal mineradora do país está envolvida em um crime de proporções bíblicas, provavelmente ligado a corrupção. Os principais bancos e a principal empresa de comunicação do país está sendo investigada por sonegação fiscal e compra de acordos no CARF. Bancos e fundos de investimento são suspeitos de manipulação criminosa da taxa de câmbio, fato já visto ao redor do mundo.

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Um guia para leigos (parte 2): Eduardo Cunha

eduardocunha

Dando continuidade à proposta do último texto (Um gua para leigos – parte 1), pretendo tentar trazer para vocês as raízes históricas e políticas de nosso país que culminaram na chegada de Eduardo Cunha à presidência da Câmara. De antemão, peço desculpas aos amigos historiadores por eventuais erros e omissões.

Para que se compreenda qualquer contexto num cenário mundial, seria necessário voltar alguns anos na história. Poderia analisar a partir da chegada da Corte de Portugal ao Brasil, a partir da Velha República ou a partir da Era Vargas, mas começarei a análise a partir dos tempos da ditadura militar. No contexto mundial, deixarei meus interlocutores situados sobre alguns aspectos do cristianismo no mundo.

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Os erros do PT

lula-e-dilma

Na medida em que mais textos sobre Política e Economia forem publicados neste blog, ficará clara a minha opção pela continuidade do PT na presidência da República. No entanto, não sou petista. Acho que a condenação de José Dirceu foi justa e consigo reconhecer os erros do partido. E neste sentido, seguem minhas críticas:

- o fato de não ter feito as grandes reformas que o país precisa: Lula, por sua popularidade, poderia ter batido de frente com toda a classe política para fazer tais reformas. Tenho a visão de que o torneiro mecânico teria total respaldo social para fazê-las. E aí incluo a Reforma Política (com destaque para a discussão sobre financiamento de campanha), e a Reforma Tributária (juntamente com a Federativa), com a simplificação do sistema tributário (o que não quer dizer reduzir a carga tributária) e o aumento dos impostos sobre os mais ricos (tributação progressiva).

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